PORTO ALEGRE - Com a missão de encerrar uma lacuna histórica no gol do Grêmio desde a saída de Marcelo Grohe, em 2019, o goleiro Weverton foi oficialmente apresentado como reforço tricolor na tarde desta sexta-feira, na Arena do Grêmio. Aos 38 anos, o experiente jogador assinou contrato até o final de 2028 e chega ao clube com status de titular absoluto.
Durante a entrevista coletiva, Weverton explicou os motivos que o levaram a deixar o Palmeiras, clube pelo qual atuou por oito temporadas, destacando o projeto apresentado pelo Grêmio e a ambição de seguir competindo em alto nível na carreira.
– Eu sou um atleta de alta performance, que ama o que faz. Quem me acompanha sabe o quanto eu dedico tempo das minhas férias para cuidar do corpo e da saúde. Isso é o que me faz performar em alto nível – afirmou o goleiro.
Experiência e ambição aos 38 anos
Para reforçar a confiança de que ainda tem muito a oferecer, Weverton citou o goleiro Fábio, titular do Fluminense aos 45 anos, como exemplo de longevidade no futebol.
– O Fábio é um grande exemplo do quanto um goleiro dedicado é capaz de atuar em alto nível com 45 anos. Eu, com 38, tenho muita lenha para queimar – completou.
Weverton também fez questão de elogiar o Palmeiras pela forma respeitosa como foi conduzida sua despedida, encerrando um ciclo marcado por 12 títulos conquistados, incluindo Libertadores e Campeonato Brasileiro.
Solução para um problema antigo no Grêmio
A contratação de Weverton é vista internamente como a principal aposta do Grêmio para acabar com a instabilidade na posição. Desde a saída de Marcelo Grohe, 12 goleiros diferentes passaram pelo clube, entre eles Paulo Victor, Vanderlei, Brenno e Tiago Volpi, sem que nenhum conseguisse se firmar definitivamente.
Respaldado por um histórico vencedor e regularidade em alto nível, Weverton chega como a principal referência para a posição.
Liderança dentro e fora de campo
Além do aspecto técnico, o novo reforço gremista ressaltou que pretende usar sua experiência para ajudar o vestiário, principalmente os jogadores mais jovens.
– Hoje, a gente gosta de ensinar, de passar experiência. O vestiário é algo sagrado. Só se faz equipe vencedora quando todo mundo está disposto a abrir mão do próprio ego para fortalecer o grupo – destacou.
Weverton reforçou que, embora sua principal função seja defender o gol, também quer contribuir na construção de um ambiente vencedor, alinhado ao objetivo do clube de voltar a brigar por títulos.
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