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São Luís recebe primeiro Festival de Artes Cênicas Preta com programação gratuita

De 13 a 17 de outubro, São Luís sedia o inédito Festival de Artes Cênicas Preta, com oficinas, performances e espetáculos gratuitos em vários espaços.

Na Mira

- Atualizada em 05/10/2026 às 15h06
São Luís recebe primeiro Festival de Artes Cênicas Preta com programação gratuita. (Divulgação)
São Luís recebe primeiro Festival de Artes Cênicas Preta com programação gratuita. (Divulgação)

SÃO LUÍS - São Luís recebe, pela primeira vez, um festival dedicado às artes cênicas pretas. Entre os dias 13 e 17 de outubro, o Festival de Artes Cênicas Preta do Maranhão terá programação gratuita em diferentes espaços da capital, reunindo espetáculos, performances, cenas curtas e oficinas com artistas do Maranhão e de outros cinco estados brasileiros.

A programação passa por teatros, praças e escolas e reúne trabalhos de diferentes linguagens e territórios. Além dos artistas maranhenses, participam produções de Minas Gerais, Ceará, São Paulo, Paraná e Bahia.

A abertura oficial do festival ocorre antes da programação principal, nesta quinta-feira (9), às 19h, no Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), na Praia Grande. O público poderá assistir à performance “Ninho”, de Leônidas Portella, e conhecer a programação completa do evento.

Espetáculos e performances

Entre os espetáculos que integram a programação estão “Língua de Boi”, da Cia Maranhense, “A Flor do Mulungu”, do Coletivo Mulungu, e “Mover-se como Plantas”, da Plataforma GANG, todos do Maranhão.

O festival também recebe trabalhos de outros estados, como “À Sombra da Goiabeira”, do Teatro Negro e Atitude (MG), “Malemole”, da Companhia Déborah Santos (CE), “O Tiro”, de Luiz Lucas (MG), e “Histórias da Terra”, do Grupo Baquetá (PR).

De São Paulo, o público poderá acompanhar “Parto Pavilhão”, com Aysha Nascimento, direção de Naruna Costa e texto de Jhonny Salaberg.

Na programação de performances estão “Abayomis”, de Ayanna Monteiro, Angel Karvalho e Jennifer Froes; “Insaciável”, de Tamia Machado; “Cuidado com Nós”, de Aquariane; “Oculto”, de Ruan Francisco; e “Yarara Xaxará”, de Tiyê Macau.

Para a produtora Larissa Ferreira, uma das idealizadoras do festival, a reunião de artistas de diferentes lugares é uma das propostas do evento.

“Queremos que o festival seja um espaço onde diferentes expressões das artes cênicas negras possam se encontrar. Temos artistas do Maranhão dialogando com produções de outros estados, diferentes gerações, linguagens e formas de pensar a cena”, destaca.

Programação também chega às escolas

As atividades de formação são outro eixo do festival. Serão oferecidas oficinas de teatro, dança, dramaturgia, cultura popular e produção criativa, com atividades conduzidas por artistas e pesquisadores do Maranhão e de outros estados.

Entre elas estão “Estética da Atitude” e “Poética da Negrura”, do Teatro Negro e Atitude (MG), e “Dançar a Floresta com as Yabás”, com Inaê Moreira (BA).

A programação também será levada para escolas da rede pública de São Luís. A proposta é aproximar estudantes das artes cênicas e das narrativas negras por meio de apresentações e ações educativas.

As cenas curtas “Dinamitadora”, do Alumiou Núcleo de Expressões Artísticas, e “Insurgência”, de Lúcia Gato, estão entre os trabalhos previstos para as escolas.

Festival começa com “Ninho”

A apresentação de “Ninho”, de Leônidas Portella, marca o primeiro contato do público com o festival. A performance é o primeiro fragmento de “Revoada”, espetáculo ainda em construção a partir de uma investigação sobre corpo, território, memória e transformação.

Após a apresentação, as produtoras Júlia Martins e Larissa Ferreira apresentam a proposta do festival e os detalhes da programação. A noite também terá a participação de patrocinadores e apoiadores do projeto.

Para Júlia Martins, realizar o evento no Maranhão tem relação com a própria formação cultural do estado.

“Realizar um festival dedicado às artes cênicas pretas no Maranhão tem uma força simbólica muito grande. Estamos em um território profundamente marcado pela presença e pelas contribuições da população negra, pela ancestralidade e por manifestações culturais que atravessam a nossa própria maneira de produzir arte”, afirma.

O Festival de Artes Cênicas Preta do Maranhão é realizado pela Afrodite Produções, apresentado pelo Ministério da Cultura e tem patrocínio master da Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), além de patrocínio do Sebrae e apoio do Sesc Maranhão, Centro Cultural Vale Maranhão, Secretaria Municipal de Cultura de São Luís, Curso de Licenciatura em Teatro da UFMA e Maximus Transportes.

A programação completa pode ser consultada no perfil @festivaldeartescenicaspretama.

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