MÚSICA ALTERNATIVA

Cinco artistas indies brasileiros para adicionar na playlist e sair do óbvio

De MPB a rock psicodélico, confira cinco artistas indies que misturam referências e apostam em sons diferentes para renovar sua trilha sonora.

Na Mira

- Atualizada em 28/09/2026 às 10h55
Confira a lista e já coloca o fone de ouvido - ou liga a caixa de som. (Foto: Reprodução)
Confira a lista e já coloca o fone de ouvido - ou liga a caixa de som. (Foto: Reprodução)

SÃO LUÍS – Se a sua playlist anda presa naquele mesmo conjunto de músicas, talvez seja hora de apertar o botão de novidade. O Brasil tem uma cena de artistas indies que gostam de experimentar, misturar referências e fugir um pouco do caminho mais óbvio.

Pensando nisso, o Imirante separou cinco nomes da música brasileira para quem quer descobrir novos sons e colocar um tempero diferente na própria trilha sonora. Tem artistas indies de MPB, bossa nova, rock experimental, dreampop, pós-punk e psicodelia. É só escolher por onde começar.

Abacaxepa

Tropicalismo e cultura latina marcam a música da banda. (Foto: José de Holanda)
Tropicalismo e cultura latina marcam a música da banda. (Foto: José de Holanda)

Formada em São Paulo em 2016, a banda Abacaxepa constrói sua identidade a partir da mistura entre música, estética e poesia. O grupo usa esses elementos para criar uma experiência marcada pela liberdade e pelo questionamento de padrões sociais.

Com três vocalistas e quatro instrumentistas, a banda aposta em uma sonoridade contemporânea com referências do tropicalismo. As músicas também dialogam com questões do presente e com a cultura popular latino-americana.

A proposta vai além do som. O grupo de artistas indies trabalha com uma estética visual própria e busca estimular a formação cultural de um público jovem.

Boasorte

Boasorte mistura diversos estilos em suas músicas. (Foto: Divulgação/Boasorte)
Boasorte mistura diversos estilos em suas músicas. (Foto: Divulgação/Boasorte)

A banda paulistana Boasorte é formada por Ingrid Rocha, Pedro Macedo, Marina Izaac e Rodrigo Fukuda e aposta em um rock alternativo cheio de contrastes. O álbum de estreia, “Indelével”, lançado no início de 2024, trabalha a relação entre a vida na capital e no interior. O disco mistura uma atmosfera melancólica com referências de dreampop, new wave, pós-punk e MPB.

Gravado ainda no interior de São Paulo, o trabalho ganha novas camadas nas apresentações ao vivo. Em 2026, a banda segue ampliando essa sonoridade com novas criações e performances que combinam atmosferas etéreas com momentos mais intensos e barulhentos.

Boogarins

Grupo tem mais de uma década de carreira. (Foto: Gabriel Rolim)
Grupo tem mais de uma década de carreira. (Foto: Gabriel Rolim)

Formado em 2013 por Benke Ferraz, Dinho Almeida, Raphael Vaz e Ynaiã Benthroldo, o Boogarins é outro nome importante para quem quer sair do lugar comum. A banda construiu ao longo de uma década uma linguagem própria dentro do chamado novo rock brasileiro, misturando psicodelia e diferentes referências em sua trajetória.

Em “BACURI”, um dos álbuns recentes da banda, o grupo apresenta uma versão lapidada dessa linguagem construída ao longo dos anos, mantendo o espírito experimental que acompanha o trabalho da banda.

Loulu Gilberto

Artista traz um dos maiores nomes da bossa no sangue. (Foto: Bob Wolfenson)
Artista traz um dos maiores nomes da bossa no sangue. (Foto: Bob Wolfenson)

Nascida em 2004, Luísa Carolina Gilberto, conhecida artisticamente como Loulu Gilberto, é filha caçula de João Gilberto e aparece como um novo nome da MPB.

Com uma voz doce e suave, a cantora transforma a memória familiar e o aprendizado musical da infância em pontos de partida para sua produção.

No primeiro álbum, que leva seu próprio nome, Loulu revisita esse universo artístico e apresenta uma sonoridade que dialoga diretamente com a tradição da bossa nova.

Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo

Primeiro disco da banda foi lançado em 2023. (Foto: Divulgação/Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo)
Primeiro disco da banda foi lançado em 2023. (Foto: Divulgação/Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo)

Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo é uma banda de rock formada por Sophia Chablau, Téo Serson, Theo Cecato e Vicente Tassara. O grupo explora justamente o encontro entre extremos. De um lado, o barulho do rock experimental. Do outro, a delicadeza da canção brasileira.

A banda também transforma a música em espaço para encontros e experiências dentro da cena independente. Em 2021, lançou seu primeiro disco, homônimo, produzido por Ana Frango Elétrico. Em 2023, veio “Música do Esquecimento”, com produção de Vitor Araújo. Os dois trabalhos foram lançados pelo selo RISCO.

Agora é só dar o play

Com propostas bem diferentes entre si, os cinco nomes mostram como os artistas indies brasileiros podem passear por vários caminhos sem precisar seguir uma fórmula.

Então, para quem já cansou de ouvir sempre as mesmas músicas, fica a dica. Talvez sua próxima obsessão musical esteja escondida em algum desses nomes.

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