PRODUZIDO AQUI

“Cinema maranhense tem crescido”, diz jovem cineasta prestes a lançar filme Águas Passadas

Antonio Costa estreia na direção com “Águas Passadas”, filme maranhense que será lançado nesta sexta-feira (4), no Cinema Sesc Deodoro.

Hudson Souza/Na Mira

- Atualizada em 04/09/2026 às 12h56
Umas das cenas de Águas Passadas sendo gravada. (Foto: Divulgação/Clockwork Filmes)
Umas das cenas de Águas Passadas sendo gravada. (Foto: Divulgação/Clockwork Filmes)

SÃO LUÍS – “Eu acredito que o cinema maranhense tem crescido muito através dos curtas”. A afirmação é de Antonio Costa, jovem cineasta de São Luís que estreia nesta sexta-feira (4) como diretor e roteirista de “Águas Passadas”, produção criada durante o projeto LabMais. 

Para ele, o aumento de filmes de ficção e a circulação de obras locais em festivais mostram um cenário cada vez mais movimentado no estado.

Com codireção e roteiro de Maria Delmondes, “Águas Passadas” será exibido no Sesc Deodoro. O curta acompanha Valéria, interpretada por Andrômeda, e Gabriel, vivido por Diego Luz, um casal que tem a relação de confiança colocada à prova após um acontecimento inesperado.

Em entrevista ao Imirante, Antonio relacionou a própria estreia atrás das câmeras ao surgimento de oportunidades de formação para novos realizadores no Maranhão.

“É muito bom ver cada vez mais filmes de ficção sendo feitos por aqui, rodando festivais pelo Brasil e por outros países. A iniciativa do SESC com o Labmais foi uma oportunidade de ouro. Me considero muito sortudo de ter feito parte disso”, comemorou.

Águas Passadas foi a primeira experiência na direção

Antes de “Águas Passadas”, Antonio já tinha alguma proximidade com sets de filmagem, mas em outras funções. Músico, ele participou da produção de um videoclipe próprio e também integrou a equipe de som direto de um curta.

“Foi o meu primeiro contato nessa posição. [...] Mas eu sempre tive interesse em escrever e dirigir, e eu não imaginava que isso iria acontecer tão cedo”, revelou o diretor.

Os diretores Maria Delmondes e Antonio Costa. (Foto: Divulgação/Clockwork Filmes)
Os diretores Maria Delmondes e Antonio Costa. (Foto: Divulgação/Clockwork Filmes)

A oportunidade apareceu durante as aulas do LabMais, realizadas entre maio e agosto. O projeto reuniu jovens em uma experiência de formação audiovisual que terminou com a realização do curta.

História de Águas Passadas nasceu dentro da turma

A história de “Águas Passadas” surgiu a partir de uma ideia apresentada por Ewerlene, uma das participantes. Segundo Antonio, a turma havia abandonado uma proposta anterior e buscava uma nova história para transformar em filme.

A proposta foi desenvolvida coletivamente. Enquanto os participantes se dividiram entre os diferentes departamentos de uma produção, Antonio e Maria ficaram responsáveis por transformar o argumento (texto que conta a história total do filme) em roteiro e conduzir as filmagens. “A turma gostou bastante e nós achamos que daria pra encaixar uma visão social nessa trama”, revelou.

Para Antonio, um dos maiores desafios foi justamente escrever os diálogos. O texto passou por ajustes a partir das orientações dos professores até chegar à versão utilizada no set. “Conseguimos um bom resultado”, contou.

Do nervosismo à sintonia no set

As gravações foram realizadas em duas diárias. Na primeira, Antonio lembra que o peso de comandar uma equipe dedicada aumentou o nervosismo.

“A gente ainda tava muito ‘verde’. Eu me senti meio nervoso com a responsabilidade. Foi bastante desafiador, e a pressão é grande, porque a turma toda foi muito dedicada, então eu não queria decepcionar ninguém. Mas assim que nós pegamos o jeito, fomos melhorando”, relembrou.

Equipe de produção do filme Águas Passadas. (Foto: Divulgação/Clockwork Filmes)
Equipe de produção do filme Águas Passadas. (Foto: Divulgação/Clockwork Filmes)

Na segunda diária, ele percebeu uma mudança. A parceria com Maria Delmondes ganhou mais sintonia e os dois passaram a lidar melhor com os problemas que surgiam durante as filmagens.

“A gente já conseguia resolver contratempos que surgiam durante a filmagem, comunicar nossa visão melhor pra equipe, e o fato da equipe ser extremamente talentosa também ajudou muito”, comentou.

Diretor de Águas Passadas afirma que “faria tudo de novo”

Para o jovem realizador, seguir uma carreira artística também significa conviver com pressão, inseguranças e desgaste. Ainda assim, a experiência de produzir “Águas Passadas” terminou com vontade de continuar.

“É muito bom seguir a vida artística, mas é um caminho difícil. Só que é impossível você se desvencilhar disso, sabe? As diárias do filme, por exemplo. Muito cansativas. Muito suor, muito tempo em pé, pressão, mas eu faria tudo de novo. É um cansaço gostoso”, finalizou.

Receba também as principais notícias do Maranhão, do Brasil e do mundo diretamente no seu e-mail. Cadastre-se gratuitamente no Imirante.com e ative a opção "Receber conteúdos por e-mail" para acompanhar a Newsletter do Imirante.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.