Leitura

Livro sobre Maria Firmina dos Reis terá lançamento com sessão de autógrafos

Escrita por Andréa Oliveira, a obra narra a trajetória pioneira da autora de Úrsula, primeira mulher aprovada em concurso público no Maranhão, enfrentando o racismo através da educação.

Evandro Júnior / Na Mira

- Atualizada em 26/08/2026 às 09h08
Capa do livro
Capa do livro (Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS - A história de uma das mais importantes escritoras negras brasileiras ganha um novo olhar em Maria Firmina, a mestra da liberdade, livro da jornalista maranhense Andréa Oliveira, publicado pela L&PM Editores. O lançamento será no dia 12 de setembro, às 16h, na Livraria Leitura do Shopping São Luís, com bate-papo mediado pela arte-educadora Betânia Pinheiro, seguido de sessão de autógrafos.

De forma romanceada e acessível, a obra apresenta a trajetória de Maria Firmina dos Reis, autora de Úrsula, considerado o primeiro romance abolicionista brasileiro e a primeira obra de ficção publicada por uma pessoa negra no Brasil. A narrativa acompanha a trajetória de uma mulher que enfrentou o racismo e o machismo por meio da educação, da literatura e da resistência, tornando-se uma figura pioneira na história cultural e educacional do país.

Neta de uma mulher escravizada trazida à força da África, Maria Firmina cresceu em uma família matriarcal e, sem acesso à educação formal, tornou-se autodidata por meio da dedicação aos estudos e aos livros. Em 1847, foi a primeira mulher aprovada em concurso público no Maranhão para o cargo de professora. Anos mais tarde, fundou uma escola mista, experiência pioneira no país, voltada à educação de meninos e meninas de diferentes condições sociais.

 Livro também incorpora documentos históricos

Com ilustrações da artista gaúcha Mitti Mendonça, cuja produção é marcada pela ancestralidade africana, o livro também incorpora documentos históricos, como reproduções fac-símiles da primeira edição de Úrsula e de jornais maranhenses publicados após a abolição da escravatura.

A própria concepção visual da obra dialoga com uma das lacunas da trajetória de Maria Firmina: não existem registros conhecidos de seu rosto. A capa, assim, faz referência à invisibilização histórica da autora e à reconstrução de sua memória a partir de sua obra e de sua trajetória.

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