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Documentário

Cineasta maranhense no Festival Visões Periféricas no Rio de Janeiro

Cata foi selecionado para evento, que acontece de 23 a 26 de julho, com produções audiovisuais das periferias. Dirigido por Lucas Sá, aborda a realidade dos resíduos sólidos no no país e os desafios enfrentados pelos catadores de materiais recicláveis

Pedro Sobrinho / Jornalista

- Atualizada em 21/07/2026 às 22h35

Pioneiro na difusão do cinema nacional produzido fora dos grandes centros, o 19º Festival Visões Periféricas inicia nesta quinta-feira, dia 23 de julho, no Rio de Janeiro, a exibição de 69 produções selecionadas entre 856 inscrições — número 70% maior do que em 2025. A noite de estreia será com uma homenagem ao projeto Vídeo nas Aldeias, com a exibição do longa Arquivo Vivo, de Vincent Carelli e Ana Carvalho. A programação gratuita segue até domingo, 26 de julho, reunindo obras de 18 estados, das cinco regiões do país.

Lucas Sá realizador do documentário CATA representando o Maranhão em festival no Rio de Janeiro. Foto: Instagram
Lucas Sá realizador do documentário CATA representando o Maranhão em festival no Rio de Janeiro. Foto: Instagram

Cineasta do Maranhão

CATA, curta do jovem e premiado cineasta Lucas Sá, único representante do Maranhão, é um do destaques do festival com produções audiovisuais das periferias. O filme documental de 25 minutos aborda a realidade de mais de um milhão de catadores de materiais recicláveis no Brasil e destaca o desafio do encerramento dos lixões, uma obrigatoriedade da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Único representante da Maranhão,
Único representante da Maranhão,

Diversidade audiovisual

Segundo os curadores Lukas Nascimento, Quézia Lopes, Olinda Tupinambá e Wilq Vicente, nessa edição as produções abarcam principalmente narrativas ligadas a mulheres, memória, identidades de gênero, culturas de terreiro, apagamentos históricos, vida nas cidades, questões ambientais e precarização do trabalho. Os filmes escolhidos foram divididos em sete mostras, sendo quatro competitivas e duas não competitivas. Um júri escolherá uma obra de cada mostra competitiva como vencedora. Haverá também o prêmio de melhor filme eleito pelo júri popular.

Documentário maranhense é selecionado para o evento, que acontece de 23 a 26 de julho no Rio de Janeiro, com produções audiovisuais das periferias. Foto: Divulgação
Documentário maranhense é selecionado para o evento, que acontece de 23 a 26 de julho no Rio de Janeiro, com produções audiovisuais das periferias. Foto: Divulgação

Entre as mostras competitivas estão Fronteiras Imaginárias (obras de até 25 minutos produzidas por realizadores independentes); Cinema da Gema (filmes de até 25 minutos produzidos no Estado do Rio de Janeiro); Panorâmica (médias e longas-metragens com duração mínima de 40 minutos); e Visorama (produções de até 15 minutos realizadas em projetos de formação audiovisual no ensino básico, médio ou em iniciativas do terceiro setor). Entre as mostras não competitivas estão: ICPLAY, com curtas especialmente selecionados para exibição na plataforma Itaú Cultural Play; Informativa, com filmes de longa-metragem; e a Mostra Visões do Amanhã, que inclui produções voltadas para o público infanto-juvenil.

Haverá também acesso aos filmes por streaming. Uma seleção especial será exibida exclusivamente na plataforma gratuita da Itaú Cultural Play, de 23 de julho a 6 de agosto. Outra possibilidade é a mostra Visorama online.

Histórico

Lucas Sá é um cineasta e roteirista maranhense, natural de São Luís, conhecido por dirigir curtas-metragens de destaque como O Membro Decaído (2012), No Interior da Minha Mãe (2013), e o documentário CATA (2025). Formado em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), seus filmes exploram o terror, o cinema trash e documentários familiares, circulando por diversos festivais do país.

Trajetória e Obras

Sá começou sua trajetória ainda no ensino médio, produzindo vídeos de baixo orçamento com a família. Ao longo da carreira, consolidou um estilo "Filme de um Homem Só", assumindo diferentes funções como direção, roteiro e montagem. Entre suas principais produções destacam-se: O Membro Decaído (2012): Fábula de horror que chamou a atenção no circuito de cinema independente.

No Interior da Minha Mãe (2013): Documentário intimista gravado em São João dos Patos, no interior do Maranhão, premiado em festivais como o Festival do Filme Livre. Nua por Dentro do Couro (2015): Curta que circulou em plataformas de difusão de cinema nacional. CATA (2025): Documentário focado nos catadores de materiais recicláveis e na Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Além de realizador, o cineasta atua na formação de novos talentos do setor, tendo participado de eventos como o LACINE (Laboratório de Cinema) para ensinar práticas de montagem, roteiro e direção.


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