Música, futebol, Copa do Mundo, arte, subversão e multiculturalismo
A eliminação da seleção brasileira de futebol na Copa de 2026 numa conexão com a música, assim como futebol, é a grande paixão do país. Esse fracasso momentâneo no futebol não pode ser definido como um “ciclo sombrio”. Vamos à Luta com Gonzaguinha
A música e o futebol são subversivos porque quebram paradigmas, unem pessoas e desafiam o “status quo”. Ambos usam a criatividade para transformar a realidade. Dão voz a quem não tem poder e criam união através da emoção, do improviso e arte popular. Um detalhe: a música e o futebol nascem na rua, no morro, na favela, sem precisar de muito para acontecer. Uma canção e uma bola são ferramentas de transformação. Na música, um novo ‘beat’ muda o ritmo e contagia. No futebol. o drible subverte a lógica baseada na excelência do craque. Na música, o artista mistura sons, inventa e reinventa estilos, quebrando protocolos estruturais. No futebol, o jogador cria assistências inesperadas e jogadas individuais, que fogem da tradicional disciplina tática do treinador.
Quando eu ouço canções de Chico Buarque em que ele se refere ao futebol, percebo a necessidade deste mestre soberano deslocar o esporte para o status de arte, comparando jogadores a artistas, através da música. No Brasil, a música e o futebol são duas paixões nacionais de reconhecimento dos 'gringos' de qualquer canto do mundo.
Ao ver a seleção brasileira de futebol masculina fora de mais uma final de Copa do Mundo na busca incessante pelo Hexa fico a lamentar. Ah ! numa competição esportiva você entra pra ganhar ou perder. Sabemos disso, assim como dois mais dois são quatro. Ah ! não esqueçamos que trata-se do rótulo que carregamos como pertencimento: o Brasil é o país do futebol perante ao mundo. Assim como a música é o que nos move de alegria neste país continental, mesmo diante da histórica contradição entre a efervescência e o caos social.
A Copa do Mundo, ainda, não acabou. Vejo a competição como espelho da geopolítica global. Países e jogadores usam o torneio em reverência futebol e pela vossa excelência: a bola. Subvertem a ordem com discursos inflamados em resenhas, protesto dentro e fora do campo sempre aquela música de molho, além de institucionalizar o multiculturalismo e o multirracionalismo.
A candidatura conjunta entre Estados Unidos, Canadá e México para sediar o mundial serve para fortalecer a integração econômica e cultural na América do Norte. A minha primeira impressão é de uma manobra de diplomacia esportiva tentando aproximar os três vizinhos diante de tensões globais.
Quanto a eliminação da nossa seleção marcou o fim melancólico de uma das gerações mais criticadas da história do futebol brasileiro. A derrota consolidou a pior campanha do Brasil no torneio desde 1990. Não estou aqui inventando a roda, é fato ! Todo mundo viu com olhos de "Jesus cristinho a performance brasileira na competição. Não sejamos iludidos com a nossa seleção na Copa. Assim como na música, o Brasil sempre nos encantou no futebol. Não é à toa que somos cinco vezes campões do mundo.
A derrota para a Noruega, pelas oitavas de final, na Copa 2026, reforçou um retrospecto negativo da Seleção em Mundiais. Além do sexto torneio consecutivo sem levantar a taça, o Brasil perdeu para uma seleção europeia pela sexta Copa seguida, uma sequência iniciada em 2006. Esse fracasso não pode ser definido como um “ciclo sombrio”. "Eu acredito é na rapaziada/Que segue em frente e segura o rojão/Eu ponho fé é na fé da moçada/Que não foge da fera e enfrenta o leão". E Vamos à Luta com o saudoso Gonzaguinha.
Por enquanto acabou pro Brasil. Esquece. Agora, vamos escolher pra quem torcer no que ainda resta nesta celebração esportiva que mobiliza o planeta bola. Em meio à vida que segue a minha torcida vai para à França que venceos jogos com a leveza de uma brincadeira entre amigos. Assim Seja ! Palavra da Salvação !
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