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Afroturismo

O Reggae reina e é Lei no Maranhão

O Reggae como manifestação Cultural e Identitária maranhense foi tema de Fórum promovido por alunos dos cursos de Turismo e Hotelaria da UFMA.

Pedro Sobrinho / Jornalista

Atualizada em 08/07/2026 às 22h34

Foi prazeroso o acolhimento e troca de conhecimento com os alunos dos cursos de Hotelaria e Turismo da Universidade Federal do Maranhão, na tarde de terça-feira (7), no na Fábrica Santa Amélia, situada na rua Cândido Ribeiro, no Centro Histórico de São Luís.

Estudantes dos cursos de Turismo e Hotelaria participando do Fórum sobre Reggae. Foto:  Ascom/Ufma
Estudantes dos cursos de Turismo e Hotelaria participando do Fórum sobre Reggae. Foto:  Ascom/Ufma

Mediado pela professora da UFMA, Roselis Câmara, tendo como parceiro de bancada Ademar Danilo - jornalista, turismólogo e diretor do Museu do Reggae no Maranhão - o Fórum teve como tema "o reggae como manifestação cultural  identitária do maranhense e do potencial que fomenta o Afroturismo".

Ademar Danilo, jornalista, turismólogo e diretor do Museu do Reggae, Roselis Câmara, professora da UFMA, e Pedro Sobrinho, jornalista, no Fórum o reggae como manifestação cultural  identitária do maranhense e do potencial que fomenta o Afroturismo. Foto: Ascom/Ufma
Ademar Danilo, jornalista, turismólogo e diretor do Museu do Reggae, Roselis Câmara, professora da UFMA, e Pedro Sobrinho, jornalista, no Fórum o reggae como manifestação cultural  identitária do maranhense e do potencial que fomenta o Afroturismo. Foto: Ascom/Ufma

Falar sobre a complexidade do reggae cultuado no Maranhão não é uma tarefa fácil pra mim até porque não vivo o movimento no dia a dia. Mas, na condição de.jornalista, homem negro da periferia consigo falar do gênero como consumidor e memória afetiva, ao lembrar da adolescência, envolvimenro no festejo de São Raimundo Nonato, durante dez dias, celebrando o Santo com ladainhas, festa e o reggae como trilha sonora do evento, no Sítio do Meio, território que integra o Quilombo Urbano da Liberdade, meu berço cultural.

O reggae que o maranhense adotou como seu é marcado pela originalidade das melôs, do dançar agarradinho, tem como matriz e pertencimento o povo preto dos guetos da ilha patrimônio da humanidade.

Abençoado pelo  potencial cultural, identitário e econômico, o reggae fez também São Luís tornar-se destino do Afroturismo para o mundo, prêmio reconhecido pela plataforma Guia Negro, conectado à outras manifestações culturais de raiz negra da Diáspora Africana, mas com textura afro-maranhens, institucionalizando o nosso Afroturismo, que precisa ser compreendido como algo.legítimo, viável e necessário por parte do Poder Público e da iniciativa privada. Afinal, moramos ou não em uma Pequena África Brasileira ?

Enfim, a Cultura é tradicional, moderna, híbrida, complexa, densa, inexata, movimenta-se, transforma-se, transcende e transgride. O reggae como estilo de vida do maranhense também se permite às inovações geracionais, se reinventa, mas a essência "roots", o jeito genuíno de ser da tradicional "massa regueira", existe e reexiste a modismos e nos identifica culturalmente em qualquer canto do mundo.


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