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O colunista aborda em sua página diária os acontecimentos sociais do Maranhão e traz, também, notícias sobre outros estados e países, incluindo informações das áreas econômica e política.
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PH: Fernando Bicudo de volta aos palcos

E mais: O sumiço dos pardais

PH

 

De volta aos palcos, Fernando Bicudo, que marcou época como diretor do Teatro Arthur Azevedo, vai voltar aos palcos dirigido por Regina Miranda. Ele irá interpretar o “Primeiro Anjo do Purgatório” em “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri, no MAM (Museu de Arte Moderna) do Rio de Janeiro, com estreia prevista para o dia 30 de julho
De volta aos palcos, Fernando Bicudo, que marcou época como diretor do Teatro Arthur Azevedo, vai voltar aos palcos dirigido por Regina Miranda. Ele irá interpretar o “Primeiro Anjo do Purgatório” em “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri, no MAM (Museu de Arte Moderna) do Rio de Janeiro, com estreia prevista para o dia 30 de julho

Ainda não passou a ressaca moral

Por mais que eu não acreditasse no hexa – e o único hexa que completamos foi o consecutivo das eliminações –, por mais que estivesse vacinado pela idade, por mais que enxergasse as limitações de um plantel sem um centroavante de ofício, sem um armador incontestável, sem laterais, por mais que considerasse um fracasso anunciado, a esperança residia infantil e sorrateira no fundo de mim.

Apenas a percebi com o apito final da derrota para a Noruega, no domingo.

Assistia ao jogo com amigos. Abandonei o local às pressas ao ver crianças chorando, pois confesso que fiquei com medo de chorar em público. Veio um sentimento de constrangimento atávico, selvagem, incontrolável.

Não consegui conversar com mais ninguém. Demorei a dormir. Revisava cada lance com a lupa de uma realidade paralela. Não era possível interromper o fluxo.

Na segunda-feira, acordei com a ressaca moral, como se tivesse sofrido um acidente e não me recordasse de onde estava e do que havia acontecido. Senti falta de algo, de um sopro de vida, de uma motivação, da ternura de um otimismo inocente. Busquei consolo e me coloquei no lugar dos tetracampeões italianos que sequer se classificaram para o Mundial, ou dos tetracampeões alemães que caíram fora nos 16 avos, só que imaginar que poderia ser pior não me confortou.

Eu ainda sou o menino de antigamente, padecendo desilusões coletivas com a gravidade de um infortúnio pessoal. Suspeito de que poderão surgir espinhas imprevisíveis no meu rosto antigo.

Nem me valeu o recurso de adiantar o relógio e raciocinar que 2030 é logo ali. Já terei ultrapassado os oitenta. A espera é longa.

Procura-se um protagonista

Ao cair nas oitavas de final e entrar no maior período sem título mundial desde que foi campeã pela primeira vez, a Seleção Brasileira busca novas referências para o ciclo da Copa de 2030.

O artilheiro do time em 2026 surge como principal candidato a esse papel, mas a torcida brasileira espera que outros nomes encorpem essa lista

Já foi o Brasil do Pelé, o Brasil do Romário, o Brasil do Ronaldo, o Brasil do Zico e, por que não?, o Brasil do Neymar.

A Seleção que sempre teve uma referência busca um protagonista para sair da fila que completará 28 anos em 2030.

Hoje, o país espera que seja Vinícius Júnior.

Fúria levou a melhor

Em confronto aberto, a Espanha levou a melhor sobre Portugal com gol tramado por dois atletas que saíram do banco de reservas.

A partida foi a última de CR7 no torneio de seleções. Ele se despede com o feito de ser o único a ter marcado em seis edições, também número histórico de participações

Espanha avança em jogo de adeus de um craque. O gol que decretou a última dança de Cristiano Ronaldo com Portugal – em partida que marcou recorde negativo do atleta histórico: chegou a oito derrotas em Mundiais e tornou-se, ao lado de Antonio Carbajal (México) e Hong Myung-Bo (Coreia do Sul), o jogador que mais perdeu na história do torneio.

Interferências de Trump na Copa

Alguém tinha dúvidas sobre Trump na Copa? Sejamos sinceros: tão previsível quanto a eliminação da Seleção Brasileira antes das quartas de final do Mundial era uma tentativa de Donald Trump de influenciar a Copa do Mundo.

O presidente americano, convencido de que pode interferir em praticamente qualquer assunto, raramente separa política, negócios, mídia e esporte. Tudo faz parte de um mesmo tabuleiro, ou, em uma melhor metáfora, de um reino comandado a partir do número 1.600 da Pennsylvania Avenue, em Washington.

Trump sempre governou de forma personalista. Tem o hábito de transformar questões de Estado em conversas diretas, quase pessoais. Por isso, não surpreende o telefonema a Gianni Infantino. Seu estilo é esse: ligar diretamente para governadores, CEOs, parlamentares, dirigentes esportivos e chefes de Estado quando entende que existe um interesse americano em jogo.

É a lógica da negociação direta, do olho no olho, frequentemente à margem da liturgia dos cargos e, não raro, atropelando instituições e a distância que elas precisam manter do poder político.

Interferências de Trump na Copa... 2

Para qualquer governante, uma Copa do Mundo é uma vitrine do mandato. Para Trump, é mais do que isso: é um ativo estratégico. Ele transformou o torneio em projeto de governo e passou a enxergar o desempenho da seleção americana como parte do êxito – ou do fracasso – de sua administração.

A iniciativa também não causa espanto diante da proximidade entre Trump e Infantino. O presidente da Fifa participou de diversos eventos na Casa Branca, chegou a adiar um congresso da entidade para acompanhar Trump em uma viagem ao Oriente Médio e, no episódio mais simbólico dessa relação, entregou ao presidente americano um inédito “Prêmio da Paz da Fifa”, justamente quando Trump demonstrava frustração por ainda não ter recebido o Nobel da Paz.

Não seria a primeira vez que Trump mistura diplomacia e futebol. Em 2018, durante a disputa para sediar esta Copa ao lado de Canadá e México, chegou a sugerir que países que não apoiassem a candidatura americana poderiam enfrentar consequências diplomáticas.

Interferências de Trump na Copa... 3

Quando o presidente de um dos países-sede telefona para o presidente da Fifa para tratar de um caso envolvendo sua própria seleção, a entidade fica exposta. Ainda que a decisão disciplinar tenha fundamento técnico, segundo a entidade, a simples percepção de interferência já é suficiente para retirar os esqueletos do armário.

Depois do Fifagate, da queda de dirigentes, das investigações internacionais e de décadas tentando reconstruir sua credibilidade, a Fifa deveria ser a primeira interessada em evitar qualquer sombra de dúvida sobre sua independência. Porque, no esporte, como na Justiça e na política, não basta ser imparcial. É preciso também parecer imparcial.

Conheci Cristiano Ronaldo durante um almoço na Ilha da Madeira, na casa de Dona Dolores Aveiro. Fui levado pelo português José Dias que era amigo dela e residiu alguns anos em São Luís. E nunca esqueci do bacalhau cozido acompanhado de arroz com tomates que ela preparou. À mesa, com apenas 17 anos, o hoje lendário CR7
Conheci Cristiano Ronaldo durante um almoço na Ilha da Madeira, na casa de Dona Dolores Aveiro. Fui levado pelo português José Dias que era amigo dela e residiu alguns anos em São Luís. E nunca esqueci do bacalhau cozido acompanhado de arroz com tomates que ela preparou. À mesa, com apenas 17 anos, o hoje lendário CR7

DE RELANCE

O sumiço dos pardais

Por que a ave que era comum em São Luís está desaparecendo? Especialistas explicam como a falta de alimentos e a modernização das casas estão afastando a espécie da Capital

Um dos pássaros mais adaptados aos grandes centros urbanos, o pardal tem sido avistado com menor frequência em São Luís. No passado, essa ave predominava em parques, calçadas e árvores da cidade. 

Há quem diga que o pardal sumiu de vista em decorrência de questões relacionadas a aspectos de sua nutrição e reprodução.

O que o pardal mais gosta é de grão, e a gente percebe hoje na cidade uma diminuição desse tipo de alimento. Temos menos terrenos baldios. E até nas praças se troca o capinzal e o gramado por uma área pavimentada.

O sumiço dos pardais...2

O pássaro, de cerca de 15 centímetros, é onívoro, possui bico forte e se alimenta especialmente de sementes. Porém, também come insetos, frutas e o que é descartado pelo homem. Normalmente, vive em pequenos grupos e pode ser visto no chão dando saltinhos e fazendo uma grande algazarra.

Entre as espécies que podem ser visualizadas com mais facilidade hoje estão sabiá-laranjeira, caturrita, bem-te-vi e pomba-rola (conhecida ainda como rolinha-roxa).

Além da escassez de alimento, o pardal acabou sendo vítima das transformações arquitetônicas dos grandes centros urbanos. A ave costuma entrar nas calhas ou em fissuras das casas para fazer seu ninho de capim. Mas agora há menos moradias e mais edificações.

O sumiço dos pardais...3

A construção das casas mudou e se modernizou. Não temos tanto os beirais junto às calhas. Essa modernização na forma de construir promove uma diminuição de substrato ou micro-hábitat para o ninho dessa espécie. Especialistas citam referências de pesquisas internacionais sobre a diminuição do pardal também em outros países. Ou seja, trata-se de um fenômeno global. 

Entretanto, o curioso dessa situação é que esse pássaro tem como principal marca a facilidade de adaptação aos grandes centros urbanos, como é o caso de São Luís. Sumir parece um contrassenso. 

Apesar de ser uma espécie de áreas urbanas, a superurbanização e a verticalização da cidade podem estar prejudicando o pardal.

O que o pardal mais gosta é de grão, e a gente percebe hoje na cidade uma diminuição desse tipo de alimento.

O pardal, uma ave que era comum na paisagem de São Luís, está desaparecendo
O pardal, uma ave que era comum na paisagem de São Luís, está desaparecendo

 Para escrever na pedra:

“O que finalmente eu mais sei sobre a moral e as obrigações do homem devo ao futebol”. Do Prêmio Nobel de Literatura Albert Camus.

TRIVIAL VARIADO

VAR: Torço para que a Copa do Mundo seja decidida por gols bonitos e inquestionáveis, que sequer precisem de revisão. Mas se o gol do título depender daquele bizarro eletrocardiograma da trajetória da bola, farei o maior esforço para aceitar o resultado – mesmo que sinta vontade de amaldiçoar a tecnologia, como é próprio de nossa natureza humana.

Prouni 2026: Inscrição gratuita para o 2º semestre começa hoje. Estudante deve ter ensino médio e ter participado do Enem 2024 ou 2025.

Tarifaço: Pelo menos 4 mil itens vendidos aos EUA podem ter taxa elevada a 37,5%, diz Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Crescimento: No mês de junho de 2026 as exportações do agronegócio responderam por 45,7% das vendas do Brasil para o exterior. Em valores absolutos, houve crescimento de 14% em relação a junho do ano passado, quando o setor exportou o equivalente a US$ 14,55 bilhões.

Tem mais: Em relação a maio, o setor registrou aumento de 3,9%. Os dados, divulgados ontem, fazem parte de levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM). O levantamento da CNM aponta ainda que 1.497 dos 5 mil municípios brasileiros registraram exportações do agro em junho, expansão de 0,8% em relação aos 1.485 municípios do ano anterior. 

Efeito negativo: A desclassificação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo desanimou comerciantes que haviam investido em estoques de produtos verde e amarelos. A queda nas vendas já foi sentida na segunda-feira.


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