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O colunista aborda em sua página diária os acontecimentos sociais do Maranhão e traz, também, notícias sobre outros estados e países, incluindo informações das áreas econômica e política.
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PH Revista: Elizabeth Rodrigues é homenageada na Assembleia

E mais: Beija-Flor e o Congresso Nacional

PH

Atualizada em 20/06/2026 às 10h03
ELIZABETH Pereira Rodrigues, destaque de Capa do PH Revista deste fim de semana, é a mais nova personalidade a receber a Medalha do Mérito Legislativo Manuel Beckman. E encantou a plateia com um discurso emocionante, pontuado de referências familiares e conquistas nacionais e internacionais
ELIZABETH Pereira Rodrigues, destaque de Capa do PH Revista deste fim de semana, é a mais nova personalidade a receber a Medalha do Mérito Legislativo Manuel Beckman. E encantou a plateia com um discurso emocionante, pontuado de referências familiares e conquistas nacionais e internacionais

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“Doblete” contra o Haiti

Um dos melhores jogadores do Brasil na vitória sobre o Haiti foi Matheus Cunha. O centroavante, que muito se movimenta como um meia por vezes, fez dois gols e ajudou a Seleção a assumir a liderança do Grupo C na Copa do Mundo.

Nesse século 21, a Seleção Brasileira já teve oito jogadores que conseguiram o chamado "doblete" (expressão espanhola para o jogador que consegue marcar dois gols no mesmo jogo) em Copas do Mundo. O último havia sido Richarlison, logo na estreia do Brasil na última edição, no Catar.

Ronaldo Nazário aparece nessa lista em três oportunidades. No pentacampeonato, na Copa de 2002, o centroavante fez dois gols contra a Costa Rica e na marcante final diante da Alemanha. Já Neymar aparece duas vezes, ambas na edição de 2014 (Croácia e Camarões). O oitavo jogador da relação é Luis Fabiano. Na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, ele marcou duas vezes na vitória brasileira diante da Costa do Marfim.

“Hat-trick”

Faz 68 anos que um atleta brasileiro não consegue o “hat-trick” (três gols na mesma partida) em Mundiais.

O último foi Pelé na caminhada do primeiro título, em 1958, quando ele anotou contra a França.

Mau exemplo copiado

A farra das emendas no Congresso Nacional, com nacos cada vez maiores do orçamento da União abocanhados por deputados e senadores, parece fazer escola.

O mecanismo de distribuição de recursos por parlamentares, questionado por problemas como má alocação de recursos e por abrir espaço para irregularidades, é cada vez mais adotado também nos municípios.

Trata-se de uma tendência que requer atenção e controle.

Mau exemplo copiado...2

Um levantamento recente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) trouxe dados inquietantes. Concluiu que 47% dos municípios brasileiros já preveem que os vereadores têm direito a emendas impositivas, de execução obrigatória, no orçamento das prefeituras.

Como em mais cidades a adoção do instrumento está em tramitação, em breve deve chegar a 60%, estima a entidade.

Os efeitos deletérios da pulverização de recursos em emendas já são conhecidos. O picotamento diminui a disponibilidade de dinheiro para obras e projetos estratégicos.

O planejamento de longo prazo é prejudicado. A distribuição muitas vezes obedece a critérios políticos e que visam a retorno eleitoral, sem preocupação com adequação técnica, critérios claros e viabilidade.

Mau exemplo copiado...3

Embora generalizações não sejam justas, não raro acabam em desperdício de recursos recolhidos junto aos contribuintes. Por falhas de transparência, também abrem margem para ilicitudes.

As distorções e dificuldades que causam à gestão pública já começaram a aparecer nos municípios. A fragmentação dos recursos faz 44% das prefeituras apontarem que os valores indicados pelos membros das Câmaras não são suficientes para a entrega completa da obra ou do serviço escolhido pelos vereadores.

Isso força os Executivos a aportar mais recursos. Caso contrário, haveria desperdício completo da verba. Mas, como os orçamentos são cobertores curtos, quando se cobre um lado, outro acaba destapado. Em algum lugar o dinheiro vai faltar. Chega a 37% o percentual de prefeitos que relatam dificuldades para cumprir as metas do orçamento devido ao avanço das emendas impositivas.

Ismário Padovan Léda está comemorando o sucesso da filha Isabella Albarelli Léda, que acaba de colar grau em Medicina. Ismário é meu afilhado de batismo e eu também estou vibrando com o sucesso de Isabella
Ismário Padovan Léda está comemorando o sucesso da filha Isabella Albarelli Léda, que acaba de colar grau em Medicina. Ismário é meu afilhado de batismo e eu também estou vibrando com o sucesso de Isabella

DE RELANCE

Beija-Flor e o Congresso Nacional

No Carnaval de 2010, a Escola de Samba Beija-Flor desfilou na passarela da Marquês de Sapucaí com um enredo em homenagem a Brasília, que estava completando 60 anos de fundação.

A Escola de Samba apresentou uma ala em que foram lembrados os parlamentares que representavam os estados brasileiros no Congresso Nacional na época da inauguração da nova capital do país.

Para refrescar a memória, nada melhor do que evocar os nomes dos parlamentares do Maranhão que em 1960 ocupavam cargos eletivos no Congresso Nacional.

No Senado: Vitorino Freire, Eugênio Barros e Sebastião Archer da Silva.

Na Câmara de Deputados: Newton de Barros Bello, Renato Archer da Silva, Cid Carvalho, Antônio Jorge Dino e Miguel Bahury, do PSD. Henrique de La Rocque Almeida, José Sarney, Neiva Moreira e Clodomir Millet, das Oposições Coligadas.

Dessa geração, resta vivo apenas José Sarney, hoje com 96 anos de idade. E muito lúcido.

Somos o esquecimento que seremos

Aplicar ao indomável espaço da memória o filtro da literatura tem sido um gesto recorrente nos últimos séculos literários, com resultados que oscilam entre o monumento verbal e o registro que se perderá ainda mais depressa do que a memória que o originou.

Num livro tão comovente como lúcido, Héctor Abad Faciolince reconstrói as memórias do seu pai, um médico que dedicou a vida à luta pela igualdade e pela justiça social e que acabou assassinado pelas mãos dos paramilitares colombianos.

Héctor, o filho, cruza as primeiras recordações que guarda do pai com a formação da sua própria identidade, abrindo o texto com uma longa evocação da infância em Medellín.

A presença do pai é o vértice por onde o filho organiza a sua própria narrativa, mas onde o sentimentalismo podia ganhar terreno à literatura, a lucidez do narrador impõe-se, mostrando uma personagem venerada, generosa e muito amada, mas nunca uma sombra elogiosa. O pai do narrador é aqui lembrado não só pelas suas qualidades, mas sobretudo por tudo o que partilhou com o filho.

Somos o esquecimento que seremos...2

A memória, é sabido, é mais construção do que desfile factual e Héctor Abad confirma-o com um texto que lembra o passado, mas que tem o futuro como linha do horizonte: no verso de Borges que dá título ao livro está a certeza de que tudo se esquece, mas também a vontade de o evitar, missão mais nobre entre todas as vaidades humanas.

Memórias e blogues

A tradição memorialística, que na literatura portuguesa tem em Miguel Torga e Vergílio Ferreira dois dos seus expoentes, poderá estar se perdendo com a proliferação dos blogues.

Mas ainda há quem registre os seus pensamentos e rotinas fora da internet, conferindo-lhes uma posteridade com que as leituras apressadas na tela convivem mal.

Há pouco tempo, numa visita a Portugal, li o segundo volume do diário de Luísa Dacosta, que nos remete para um universo de escrita onde o trabalho se faz a partir dos livros lidos e das notas tomadas em papel ou na máquina de escrever, sem que a ausência de hiperligações seja sinônimo de pouco diálogo.

Com entradas que abrangem o arco temporal que vai de 1990 a 2005, Um Olhar Naufragado (que sucede a Na Água do Tempo) registra trabalhos em curso, leituras e reflexões sobre a cultura e a sociedade, mas também afetos e partilhas, muitas vezes através da correspondência, colocados no mesmo nível do trabalho intelectual por serem parte inexpugnável desse processo diário de pensar e reagir.

Memórias e blogues...2

Há temas recorrentes, como a educação e as suas constantes reformas nem sempre produtivas, as viagens, que a autora registra em apontamentos de um forte lirismo, a condição da mulher, e concretamente da mulher intelectual, equilibrando o seu trabalho e a postura que a sociedade espera dela, ou as leituras, que vão de António José Saraiva a George Sand, num espectro larguíssimo onde o diálogo com o pensamento de cada autor é nota dominante.

Mas é o tempo e a consciência da sua indelével passagem que Luísa Dacosta registra a cada capítulo, num exercício que deve mais à vontade férrea de preservar a memória daquilo que realmente importa do que a qualquer gesto de autocomiseração face à idade que avança ou à certeza do inevitável ponto final.

Nesse diário, a autora escreve contra o esquecimento, mas em momento algum se descuida do rigor, do estilo e do privilégio da reflexão, sem vestígios de deambulações egocêntricas que são, muitas vezes, o risco maior de um diário.

Silêncio ensurdecedor

É cada vez mais difícil encontrar novas palavras para falar do caso Master e seus tentáculos, mas não podemos esmorecer, sob pena de ver mais um escândalo brasileiro terminar em nada.

O cansaço de repetir o tema está nos deixando atônitos, enquanto os podres não param de aparecer.

Assim, anestesiados, acabamos nos acostumando a cifras bilionárias e mimos milionários destinados a amigos com poder de decisão.

O ponto é que o Master e Daniel Vorcaro fazem com que o silêncio de Brasília se torne ensurdecedor.

Silêncio ensurdecedor...2

Poucos fazem força para investigar, à exceção da Polícia Federal, que cumpre sua obrigação e, pelo que vemos, com autonomia.

A Procuradoria-Geral da República e o ministro André Mendonça agem quando são requisitados.

No campo político, o sonho mesmo seria que o caso Master evaporasse. Alguns até mencionam a possibilidade de uma CPI, que sabemos não investigar nada, mas o que, de fato, está sendo feito para mexer nessa poeira? A resposta é: nada, a não ser tentar varrê-la para debaixo do tapete.

Jatinhos, hotéis caros, destinos luxuosos, imóveis dados de presente, mansões alugadas e avisos para que nem o Papa pudesse registrar os momentos de deleite de quem usou Vorcaro e foi usado por ele.

Ainda não conhecemos toda a novela, mas os personagens vão surgindo, muitos até de forma inesperada, para mostrar que o Brasil, meus amigos, não é para qualquer um. 

Doutor Honoris Causa

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Pará (UFPA) na sexta-feira (19), em Belém.

A sessão solene ocorreu no Centro de Eventos Benedito Nunes. A honraria, que representa a maior distinção concedida pela instituição, reconhece a trajetória pública do magistrado e seu compromisso com a democracia e os direitos humanos. 

Em seu pronunciamento após receber a honraria, Flávio Dino afirmou que sua alegria é “proporcional ao tamanho do Pará” e relembrou a trajetória de seu avô paterno, Nicolau Dino que saiu de Manaus e viveu no estado paraense antes de se mudar para o Maranhão.

Este é o terceiro título de Doutor Honoris Causa recebido pelo ministro, que já foi homenageado pelas universidades federais do Maranhão (UFMA) e de Pernambuco (UFPE).

Um dos momentos da cerimônia de outorga do título de Doutor Honoris Causa foi a entrega, pela diretora-geral do Instituto de Ciências Jurídicas, Valena Jacob Chaves, de um dossiê com informações escolares do avô do ministro. Nicolau Dino estudou na antiga Faculdade Livre de Direito do Pará, instituição que deu origem ao atual curso de Direito da UFPA. Ao receber o documento, o ministro brincou: "Eu vou corrigir as provas do meu avô".

O ministro Flávio Dino entre o reitor da UFPA, o maranhense Gilmar Pereira da Silva, e a diretora-geral do Instituto de Ciências Jurídicas, Valena Jacob Chaves
O ministro Flávio Dino entre o reitor da UFPA, o maranhense Gilmar Pereira da Silva, e a diretora-geral do Instituto de Ciências Jurídicas, Valena Jacob Chaves

Para escrever na pedra:

“O tempo das verdades plurais acabou. Vivemos no tempo da mentira universal. Nunca se mentiu tanto. Vivemos na mentira, todos os dias”. De José Saramago.

TRIVIAL VARIADO

Lançado ontem: Programa de atenção domiciliar amplia cuidado a idosos no País. Municípios poderão ter incremento de até R$ 10 mil por equipe.

Vítima humilhada: STF anula absolvição de homem acusado de estuprar Mari Ferrer e processo terá de ser reiniciado.

Pets: O Brasil é o segundo país com o maior número de pets no mundo. No entanto, muitos donos de animais de estimação não limpam as fezes que seus cachorros deixam pelas calçadas de São Luís. Por favor, tenham um pouco de educação. A cidade agradece. 

Hino: o jornal The New York Times, o mais icônico dos Estados, elegeu o hino brasileiro como o mais bonito da Copa do Mundo.

De volta: após uma semana fazendo “check-up” de saúde em São Paulo, Thatiana e César Bandeira estão de volta à Ilha e hoje comandam mesa de degustação de vinhos no bistrô Grand Cru.


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