PH: Medalha para Elizabeth Rodrigues
E mais: Bethânia chega aos 80
Medalha para Elizabeth Rodrigues
A Presidente do Conselho de Administração do Grupo Educacional Dom Bosco, Elizabeth Pereira Rodrigues, tem uma vasta folha de serviços prestados à educação maranhense.
O seu legado será oficialmente reconhecido e celebrado pela Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, nesta quarta-feira (17), às 15h, com a outorga da Medalha do Mérito Legislativo Manuel Beckman – a maior honraria do legislativo maranhense.
Com tripla graduação – é formada em Direito, Pedagogia e História - Elizabeth é adepta do lifelong learning – e acumula uma ampla formação continuada: É Pós- Graduada em Estudos Avançados do Direito pela Universidad Pablo de Olavide (Espanha); Mestre em Educação Administração e Comunicação pela Universidade São Marcos /SP e Doutora em Educação pela PUC/SP e é Pós-Doutora em Políticas Públicas na Educação pela USP – Ribeirão Preto /SP. É também Membro Efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão - IHGM.
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No início de sua carreira - como docente de História do Colégio Dom Bosco e depois como Diretora da escola, ao lado da irmã Ceres Murad – Elizabeth ajudou a formar diversas gerações de maranhenses; além de consolidar um dos mais importantes grupos educacionais do país, dando continuidade ao trabalho de sua mãe, a professora Maria Izabel Pereira Rodrigues, que foi uma visionária da educação.
A contribuição da homenageada à educação pública maranhense se deu ao atuar como Membro Titular do Conselho Estadual de Educação do Maranhão, onde ocupou diversas posições (2002 – 2021), e também, como Membro Titular do Comitê de Inclusão Social do Fundo Maranhense de Combate à Pobreza, FUMACOP/SEPLAN (2006 – 2007).
A Medalha Manuel Beckman é tradicionalmente destinada a personalidades que prestam relevantes serviços ao Maranhão. No caso de Elizabeth Rodrigues, a homenagem transcende o reconhecimento individual e representa um forte legado em prol da educação maranhense; e foi proposta pelo deputado Wellington do Curso.
Presidenciáveis e indústria
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) marcou para o dia 22 de junho, em Brasília, o encontro “A indústria na agenda dos presidenciáveis”, com representantes do setor produtivo de todo o País para debater propostas para o desenvolvimento econômico e o aumento da competitividade nacional.
Durante o evento, será apresentado e entregue aos pré-candidatos à Presidência da República o “Construindo o Brasil 2050”, documento elaborado pela entidade, com as prioridades da indústria brasileira para as próximas décadas.
Comitiva da FIEMA
O Maranhão será representado por uma comitiva da Federação das Indústrias do Estado (FIEMA), sob o comando de Edilson Baldez das Neves e integrada por executivos da entidade, dirigentes empresariais e presidentes de sindicatos industriais.
Entre os temas centrais do documento estão infraestrutura, segurança jurídica, inovação, sustentabilidade, educação e ambiente de negócios.
A infraestrutura de transportes figura entre as pautas estratégicas defendidas pelo setor industrial, que destaca a necessidade de ampliar os investimentos em ferrovias, hidrovias, portos e cabotagem, além de garantir maior previsibilidade regulatória para viabilizar projetos estruturantes e aumentar a competitividade do País.
DE RELANCE
Bethânia chega aos 80
Um rito e uma chama que ilumina gerações, Maria Bethânia chega aos 80 anos como quem atravessa o tempo com voz e poesia.
Nascida em Santo Amaro da Purificação, a “Abelha Rainha” da Música Popular Brasileira, título que traduz sua imponência e delicadeza, construiu uma trajetória que se confunde com a própria história da MPB.
Em mais de seis décadas de carreira, lançou dezenas de álbuns, vendeu milhões de discos e se tornou referência incontornável.
Filha de Dona Canô, de Iansã e da Bahia, Bethânia canta, recita e encanta como quem invoca os ancestrais, cheia de intensidade e memória.
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Maria Bethânia Viana Teles Veloso nasceu em 18 de junho de 1946, caçula de oito irmãos em uma família profundamente ligada à cultura e à religiosidade.
Filha de Dona Canô e de José Teles Veloso (Seu Zezinho), cresceu cercada por tradições populares e fé. A estreia nacional aconteceu em 1965, quando substituiu Nara Leão no espetáculo Opinião, no Rio de Janeiro.
Foi ali que interpretou “Carcará”, música do maranhense João do Vale, pela primeira vez. A canção se tornou o primeiro grande sucesso e símbolo de resistência no Brasil mergulhado na Ditadura Militar.
Bethânia Doce e selvagem
Pouco mais de 10 anos após a estreia nacional, Bethânia se uniu ao irmão Caetano Veloso e a Gilberto Gil e Gal Costa para formar o Doces Bárbaros, em 1976. A ideia era celebrar os dez anos de carreira de cada um deles, mas o projeto se tornou muito mais do que uma comemoração e foi um marco da época. O nome surgiu da música Os mais doces bárbaros, de Caetano, e também como resposta irônica às críticas que receberam na imprensa.
Em 1978, Bethânia lançou o álbum “Álibi”, que deu ao público músicas como Sonho Meu (que ela canta com Gal), O Meu Amor, (em dueto com a maranhense Alcione), Explode Coração (Não dá mais pra segurar), escrita por Gonzaguinha, e a icônica Cálice, de Chico Buarque.
Bethânia e o palco
Maria Bethânia é uma senhora do palco, uma senhora da cena. A cena é extremamente importante para ela. A gente pode dizer que Maria Bethânia é uma mulher do teatro. Ela articula texto, som, música, marcação e domínio de cena. Ela acabou sendo uma cantora que tem essa especificidade e singularidade que aplaudimos nesses mais de 60 anos de carreira.
Aliada ao talento artístico, há a religiosidade que atravessa a vida pessoal e a carreira de Maria Bethânia, que foi iniciada no candomblé pelas mãos de Mãe Menininha do Gantois, em 1981, junto ao irmão Caetano. Filha de Iansã, a iniciação no terreiro de Mãe Menininha consolidou sua ligação com os orixás e deu ainda mais profundidade à sua religiosidade, que já se manifestava na arte e na postura pública, a ajudando a se conectar com uma ancestralidade que sempre esteve presente em sua vida, desde a infância em Santo Amaro.
Bethânia e um Brasil plural
Esse caldeirão de referências moldou a sensibilidade da cantora e deu à sua arte uma dimensão única. Bethânia se tornou, assim, uma cantora que não apenas interpreta canções, mas que carrega em sua voz a memória de um Brasil plural.
O Brasil que Maria Bethânia sustenta na sua estética e arte é uma ideia da qual este Repórter PH também se sente parte. Esse desenho de país no trabalho musical de Maria Bethânia é o lugar onde eu queria morar, é o lugar onde eu queria existir. Então, não é só a fruição musical ou o prazer que a voz dela nos dá, na audição e no corpo, é também a capacidade que a gente tem de pensar o Brasil, de respeitar o Brasil negro, indígena, mestiço e nordestino. É a possibilidade que a gente tem de sentir tudo isso e, ao mesmo tempo, transcender tudo isso para o grande lugar que a arte nos dá.
Bethânia em São Luís
Uma das poucas vezes que Maria Bethânia veio ao Maranhão, foi a convite deste Repórter PH para uma grande homenagem que prestei a João do Vale, com uma linda festa na área em volta da piscina do então Hotel Quatro Rodas.
Bethânia trouxe em sua companhia, Violeta Arrais (irmã do líder político Miguel Arraes), e a apresentadora de TV Leda Nagle. Aqui, estava, para recepcioná-la, a cantora maranhense Alcione, sua amiga.
Foi quando ela ouviu a música do Boi de Axixá “Bela Mocidade”, composta por Donato Alves e Francisco Naiva. Bethânia gostou da toada e gravou com o selo da Biscoito Fino.
Exclusão de idosos
Apesar da recente data celebrando o Dia Mundial de Conscientização sobre a Violência contra Idosos, milhares de brasileiros na condição, especialmente os de baixa renda, esbarram na tecnologia excludente.
Para usufruir benefícios, pedir reembolso no plano de saúde ou agendar uma consulta, é preciso aparelho celular atualizado, baixar o app, usar QRcode e até escanear o RG.
Quem contribuiu a vida inteira agora é tratado como “ultrapassado” por não conseguir, sem auxílio, manejar a tecnologia.
Violência contra o idoso não é só maus-tratos físicos: envelhecer com acolhimento, segurança e respeito é um direito de todos!
Para escrever na pedra:
“Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos”. De José Saramago, Prêmio Nobel de Literatura.
TRIVIAL VARIADO
Forum: A advogada Lucileide Galvão participou, no último sábado (13), do 6º Fórum da Mulher Empresária de Imperatriz, promovido pela Associação Comercial Industrial e Serviços daquela cidade, por meio do seu Conselho da Mulher Empresária.
Tem mais: Ao longo do dia, foram realizados painéis e palestras em mais um espaço para conexão e networking voltados para o fortalecimento do empreendedorismo feminino. Em Imperatriz, a advogada teve a oportunidade de conhecer histórias de mulheres empresárias do sul do Maranhão.
Administração federal: Negros e mulheres avançam, mas topo do serviço público segue desigual, diz o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Energia e futebol: Belo Monte gerou 7% da energia consumida no País durante a partida de estreia do Brasil na Copa, contra Marrocos, no sábado (13). No intervalo do jogo, a participação da maior hidrelétrica 100% brasileira no aumento da demanda chegou a 34%, segundo foi divulgado pela Norte Energia.
No assunto: O crescimento do consumo de energia entre o primeiro e o segundo tempo é esperado, já que os torcedores utilizam a geladeira, ligam as luzes de outros cômodos ou aproveitam para desempenhar outras atividades enquanto a bola não volta a rolar.
Mudança: A Copa do Mundo começou na última quinta-feira e os torcedores que acompanham o calendário e os chaveamentos podem se surpreender com a grafia de alguns países. Isso ocorre porque várias nações mudaram, recentemente, a forma como se apresentam ao mundo.
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