SÃO LUÍS - O projeto Re-existência em Tela será realizado nesta quinta-feira (28), no Espaço Ciência Maria Firmina dos Reis (ECMFR), vinculado ao Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís. A programação une cinema e debate para discutir ciência, diversidade e grupos minorizados por meio da exibição do filme Minha Querida Senhorita.
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Evento na UFMA celebra legado de Maria Firmina dos Reis e fortalece representatividade na ciência
O evento começa às 18h30, na Sala 103 do Bloco 03 do CCET, e terá uma roda de conversa após a sessão. A proposta do Re-existência em Tela é ampliar o debate sobre gênero, sexualidade, ciência e representatividade dentro e fora do ambiente acadêmico.
O longa exibido será Minha Querida Senhorita, drama espanhol dirigido por Fernando González Molina. O filme acompanha Adela, personagem interpretada pela atriz Elisabeth Martínez, uma jovem de 25 anos criada em um ambiente conservador e religioso em Pamplona, cuja vida muda completamente ao descobrir que é intersexo.
Re-existência em Tela terá convidados especiais
A edição do Re-existência em Tela contará com a participação de estudantes convidados para o debate após a exibição do filme:
- Cahlly Marques – estudante de Ciências Sociais da UEMA;
- Isabela Alencar – estudante de Psicologia da Anhanguera.
Além do debate, o encontro também propõe uma reflexão sobre a relação entre ciência, cultura e inclusão social.
Projeto destaca legado de Valerie Thomas
A identidade visual do Re-existência em Tela faz referência à cientista Valerie Thomas, pesquisadora da NASA que inventou, em 1980, o transmissor de ilusão, tecnologia que contribuiu para os recursos de visualização 3D utilizados no cinema até hoje.
Segundo os organizadores, a escolha da imagem reforça a valorização de mulheres negras na ciência e dialoga diretamente com a proposta decolonial do projeto.
Espaço Ciência Maria Firmina dos Reis aposta em ciência decolonial
Criado em 2023 no CCET da UFMA, o Espaço Ciência Maria Firmina dos Reis atua como laboratório de pesquisa e extensão voltado para divulgação científica com perspectiva decolonial e interseccional.
O espaço busca estimular uma formação cidadã crítica, incorporando debates sobre:
- gênero;
- raça;
- classe;
- sexualidade;
- saberes tradicionais.
O ECMFR também valoriza conhecimentos quilombolas, indígenas e campesinos, integrando essas experiências ao ambiente acadêmico.
Núcleos do Espaço Ciência Maria Firmina dos Reis
O espaço é dividido em três núcleos interligados:
Núcleo Forma & Ação
Desenvolve formação de professores e atividades lúdicas com perspectiva decolonial. O núcleo mantém uma exposição permanente sobre mulheres negras, indígenas e pessoas LGBTQIP+ na história da ciência.
Laboratório Instrumental Beatriz Alvarenga (LIBA)
Espaço interativo dedicado a experimentos, jogos e práticas inspiradas na cultura maker e no ensino investigativo de Física.
Núcleo Nossos Saberes
Voltado à valorização da cultura maranhense, o núcleo promove exposições e atividades desenvolvidas em parceria com comunidades tradicionais, abordando práticas como:
- produção de farinha;
- fabricação de queijo coalho;
- uso de plantas medicinais;
- pesca artesanal.
Serviço
Evento: Re-existência em Tela
Data: 28 de maio
Horário: 18h30
Local: Espaço Ciência Maria Firmina dos Reis – Sala 103 do Bloco 03 do CCET/UFMA
Entrada: gratuita
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