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COLUNA
Pedro Sobrinho
A cultura é rica e diversa. Como jornalista convido você pra colar na coluna PEDRO SOBRINHO com resenhas e abordagens sobre: artes visuais (pintura, escultura, fotografia), música, literatura
Lobacabana

Uma celebração de 'latinidad' o show de Shakira

Além de cantar os seus hits, a cantora colombiana convidou para o palco Anitta, Ivete Sangalo e Caetano Veloso. Fez também reverência à mulher brasileira

Pedro Sobrinho / Jornalista

Atualizada em 03/05/2026 às 15h50

Fiquei em casa neste fim de semana de feriado e chuvoso pra assistir na noite desse sábado (2/5), o show da cantora colombiana Shakira, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. E para quem ainda não entendeu que a América Latina é o assunto do momento, tá vivendo no modo offline! Do topo da Billboard até as areias de Copacabana, o que se vê é uma explosão de cultura que finalmente recebeu o selo de "global". A Shakira e o Bad Bunny abrem as portas, mas é a galera da rua que mantém a festa acesa.  E o que faz entender a América Latina ser esse ímã de tendências e a resposta é clara: é a nossa autenticidade.

Shakira faz o público dançar em show empoderado de latinidade. Foto: Reprodução/Google
Shakira faz o público dançar em show empoderado de latinidade. Foto: Reprodução/Google

Todo o Mundo na Lobacabana

E que boa coincidência à noite de lua cheia em pleno show de Shakira. A noite da Loba teve lua cheia! A conhecida "Lua das Flores", que marca o auge da primavera no hemisfério norte, agraciou o céu de Copacabana no sábado (2) em que aconteceu o megashow de Shakira, durante a edição de 2026 do Todo Mundo no Rio.

O público lotou a praia, com pessoas distribuídas não só pela faixa de areia, mas também por toda a Avenida Atlântica. A praia de Copacabana, conceituada por Shakira como um altar, reuniu 2 milhões de pessoas para o show dela com seus hits e convidados.

O brasileiro mostra ao mundo ser o povo que mais consome música, arte e alegria. Jamais conviverá com o obscurantismo. O povo quer festejar e assim o fez nesta celebração cheia de latinidade, em que a anfitriã, a colombiana Shakira, feats e a musicalidade brasileira, uma das mais potentes do mundo no altar chamada PRAIA DE COPACABANA, situada na CIDADE MARAVILHOSA.

Essa simbiose se reflete nos encontros: das parcerias, como a mais recente num dueto com Anitta. "É a rainha do Brasil", decretou a colombiana, enquanto as duas cantavam "Choka Choka", provando que a loba sabe ler o tempo e as gerações.

O palco estremeceu quando Ivete Sangalo surgiu. "É o carnaval de Shakira!", celebrou Veveta, enquanto as duas dividiam o hino "País Tropical", transformando Copa em um imenso bloco de alegria.

O show foi um manifesto cultural de alta voltagem. Diante de Caetano Veloso, a loba se despiu da armadura de diva: "Estou nervosa! Que emoção!", confessou, antes de ouvi-lo entoar "Leãozinho" —música que ela faz questão de cantar para os próprios filhos.

O coro de milhares de vozes foi uma oração coletiva. E para elevar o espírito, a presença colossal de Maria Bethânia. "Ela tem a voz que atravessa gerações", validou Shaki ao receber a Abelha Rainha, que retribuiu com a benção: "Que noite linda! Você merece". Ao som de "O que é, o que é", de Gonzaguinha, ao lado dos ritmistas da Unidos da Tijuca, a alma brasileira transbordou e ninguém mais lembrava de qualquer resistência do passado.

Prestes a completar 50 anos, Shakira cantou durante pouco mais de 1h40 um mundo possível, e que pode ser melhor, para e com as mulheres. Auuuuuuuuuuuuuuu!…


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