HIP HOP E MUDANÇA

Rima e consciência ambiental marcam nova edição da Batalha do QI no Sá Viana

Evento vai reunir MC’s e a população de São Luís para viver a arte de rua e discutir problemas ambientais durante a Batalha do QI.

Hudson Souza/Imirante.com

Evento reúne artistas maranhense para batalha de rima em São Luís. (Foto: Camila Eloísa/Batalha do QI)
Evento reúne artistas maranhense para batalha de rima em São Luís. (Foto: Camila Eloísa/Batalha do QI)

SÃO LUÍS - Rima, atitude e consciência ambiental vão tomar conta do Sá Viana neste fim de semana. A Batalha do QI realiza uma edição especial que mistura cultura urbana com a preservação da natureza. A programação começa no sábado (25) e continua no domingo (26), quando acontece a batalha de rima no Bar da Keila, na entrada do bairro.

Criada em 2022 pelo rapper Cadete MC e pela fotógrafa Camila Eloísa, a Batalha do QI nasceu com o objetivo de ocupar espaços públicos com cultura. O projeto surgiu para movimentar a Praça Sete Palmeiras ao longo do ano, especialmente fora do período junino, quando a praça ficava vazia.

Com o tempo, a iniciativa cresceu e ganhou destaque também nas redes sociais. Hoje, a equipe por trás do evento grava todas as batalhas e se consolidou YouTube.

Preservação da natureza vem acompanhada de educação ambiental

Para o organizador, a ação ambiental precisa vir junto com a educação, e a arte serve como um meio para que isso aconteça.

“O Hip Hop ele tem esse poder mobilizador muito grande de articular com os jovens. A gente pode até fazer uma atividade de limpeza, mas se a gente não trabalhar a mente da juventude para tentar conscientizar, infelizmente esse problema do lixo nas margens do Rio Bacanga vai permanecer”, afirma Cadete.

Batalha do QI atua em diversas frentes socias

Além das disputas, o projeto também atua em escolas com oficinas de rima, promove atividades esportivas e mantém parcerias culturais dentro das comunidades. 

“O movimento Hip Hop carrega quatro elementos, o MC, o DJ, o grafite e o break. E cada elemento desse tem um poder mobilizador gigantesco. Então por que não usar esse poder mobilizador para tentar trazer uma consciência sobre o meio ambiente, sobre a educação?”, interroga o MC.

Coleta de lixo ao longo do Rio Bacanga também aconteceu em edições anteriores. (Foto: Camila Eloísa/Batalha do QI)
Coleta de lixo ao longo do Rio Bacanga também aconteceu em edições anteriores. (Foto: Camila Eloísa/Batalha do QI)

A escolha do Sá Viana reforça esse propósito. O bairro, que fica próximo às margens do Rio Bacanga, enfrenta problemas com acúmulo de lixo e nunca havia recebido uma ação direta do movimento hip-hop. A proposta é justamente levar cultura para novos territórios e estimular mudanças.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.