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COLUNA
Pergentino Holanda
O colunista aborda em sua página diária os acontecimentos sociais do Maranhão e traz, também, notícias sobre outros estados e países, incluindo informações das áreas econômica e política.
Pergentino Holanda

PH Revista: Roxo é a cor da paixão

E mais: A rejeição ao livro

PH

Não só o vermelho, o roxo, cor sofisticada associada à realeza, além de ser o tom do Inverno, é considerada cor da paixão. E é, de fato, uma cor com duplo significado proeminente em 2026, destacando-se tanto na liturgia da Igreja Católica durante a Semana Santa quanto nas passarelas de moda. Portanto, o destaque de Capa deste fim de semana no PH Revista é uma cor – o roxo
Não só o vermelho, o roxo, cor sofisticada associada à realeza, além de ser o tom do Inverno, é considerada cor da paixão. E é, de fato, uma cor com duplo significado proeminente em 2026, destacando-se tanto na liturgia da Igreja Católica durante a Semana Santa quanto nas passarelas de moda. Portanto, o destaque de Capa deste fim de semana no PH Revista é uma cor – o roxo

 

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Dia da Páscoa

Finalmente no domingo, os católicos celebram o dia da Páscoa, uma data universal, na qual os homens, independentemente de credo e origem, comemoram e louvam o próprio fenômeno da vida.

Entre informações históricas e um grande número de lendas, conseguiu-se estabelecer que a primeira Páscoa foi celebrada no século XIII antes de Cristo, pelos hebreus. Esta é também reconhecida como a primeira versão da Páscoa com um sentido religioso.

Moisés, antes de lançar a última das sete pragas sobre o Egito, ordenou que cada família hebreia tomasse um cordeiro ou um cabrito e o sacrificasse, no dia 14 do primeiro mês de cada ano. O sangue do animal seria espalhado nas portas e a carne servida com pães azedos e ervas amargas. Com isso, a festa tomava um sentido de libertação para o povo hebreu – A Passagem.

Há também a versão, bastante difundida, de que a Páscoa teria origem entre os povos nórdicos, não com sentido religioso, mas como um agradecimento à terra pelas colheitas e, ao mesmo tempo, um festejo à primavera que se aproxima naquela região nesta época.

O Papa e a Semana Santa

O papa Leão XIV rezou deitado no chão da Basílica de São Pedro por vários minutos na sexta-feira, 3, um gesto que simboliza respeito e adoração e é geralmente realizado antes da encenação da Paixão de Cristo, no Coliseu.

O ato faz parte de um momento tradicional da celebração da Sexta-Feira Santa no Vaticano. O pontífice prostra-se no chão em silêncio absoluto, simbolizando humildade, adoração, submissão a Deus e luto pela morte de Jesus Cristo. Durante a homilia, o papa pediu que Israel e Irã reabram os diálogos de paz e pediu proteção à sociedade civil.

Esta é a primeira celebração da Missa na Sexta-Feira Santa liderada por Leão XIV, desde que assumiu a liderança da Igreja Católica, em maio de 2025. Seu antecessor, o Papa Francisco, morreu em 21 de abril do ano passado, logo depois do domingo de Páscoa.

O Papa e a Semana Santa

O Vaticano confirmou que Leão XIV conversou por telefone na manhã de sexta-feira com o presidente da Ucrânia, Volodymir Zelensky. De acordo com o comunicado, “durante uma conversa cordial, o Santo Padre, reafirmou estar próximo do povo ucraniano”.

O comunicado apontou ainda que os dois homens discutiram “a situação humanitária, enfatizando a urgência de garantir que a ajuda alcance as pessoas que estão sofrendo com o conflito”.

Sucessão e legado 

Fundada em 22 de fevereiro de 1986, e tendo como primeiro presidente o advogado e jornalista Wady Sauáia, a Academia Maranhense de Letras Jurídicas é filiada à Academia Brasileira de Letras Jurídicas e atualmente conta com 40 membros efetivos.

Ao completar quatro décadas, a AMLJ chega a esse marco com mais visibilidade, conectada com o debate contemporâneo e com uma renovação interna conduzida com zelo e critério, o que atraiu confrades de renome na sucessão natural de alguns membros.

 Por três biênios consecutivos, 2020-2022, 2022-2024 e 2024-2026, sempre eleito por aclamação, o advogado Júlio Moreira Gomes Filho conduziu a Academia Maranhense de Letras Jurídicas/AMLJ em um ciclo que seus membros descrevem como de abertura, modernização, expansão cultural e reforço do relevante papel público dessa que é uma das instituições culturais mais respeitadas do meio cultural maranhense.

 Ao final do seu terceiro mandato, Júlio Filho fez questão de sintetizar suas gestões, com foco na valorização intelectual, na aproximação com a sociedade e no fortalecimento democrático.

Sucessão e legado...2 

A passagem de comando na AMLJ ocorreu recentemente, durante Assembleia Ordinária, quando Júlio Filho transmitiu o cargo de forma oficial e desejou sucesso ao novo presidente eleito, o brilhante advogado Luis Augusto de Miranda Guterres Filho.

Próximo da entidade e reconhecido por sua destacada atuação na advocacia, Guterres assume com a expectativa declarada de manter os ideais e a articulação institucional que marcaram o ciclo anterior, fortalecendo ainda mais a AMLJ em sua gestão.

Os advogados Luis Augusto Guterres e Júlio Moreira Gomes Filho, respectivamente atual Presidente e Ex-Presidente da Academia Maranhense de Letras Jurídicas
Os advogados Luis Augusto Guterres e Júlio Moreira Gomes Filho, respectivamente atual Presidente e Ex-Presidente da Academia Maranhense de Letras Jurídicas

DE RELANCE      

A rejeição ao livro

Há algum tempo, não lembro bem a data, o governo de São Paulo decidiu abolir o livro didático impresso em algumas séries das escolas públicas daquele Estado, substituindo-o por conteúdo 100% digital. Decidiu num dia e no outro voltou atrás, pois a gritaria foi grande, especialmente por parte de educadores e de editoras que têm o Ministério da Educação como principal cliente.

Mas a questão não está encerrada: as autoridades paulistas continuam convencidas de que crianças e adolescentes podem aprender mais interagindo em telas e assistindo a audiovisuais do que por meio da leitura de livros tradicionais.

A Unesco, braço das Nações Unidas para a educação, diz que não é bem assim. Um estudo indica que a leitura em papel proporciona melhor compreensão e retenção de informações do que a visualização nos meios digitais. Uma das razões apontadas pelos pesquisadores é a distração causada por equipamentos eletrônicos, conclusão que também está levando alguns países a proibir o acesso ao celular pelos estudantes nas salas de aula.

A rejeição ao livro...2

Parecia que essa discussão já estava superada, mas, pelo jeito, o debate ainda vai longe. Contextualizando: fecha-se um pouco mais o chamado Parêntese de Gutenberg, período histórico caracterizado pela difusão do conhecimento a partir da invenção do tipo móvel para impressão de textos.

Os livros ainda ocupam espaço significativo nas nossas vidas, mas não há como ignorar que os jovens passam a maior parte do tempo concentrados (ou desconcentrados, sei lá) nas telas de seus celulares. Os jovens e os nem tanto.

Você aí, caro leitor e amável leitora, dedica mais horas de seu dia à leitura de impressos ou à telinha luminosa?

A rejeição ao livro...3

E não é só o livro de papel que está ameaçado pela hegemonia tecnológica. A letra cursiva – vejam só! – está sendo abandonada pelas escolas. A justificativa é totalmente pragmática: se meninos e meninas preferem digitar, por que exigir que escrevam à mão? A caneta e o lápis que ponham as pontas de molho, pois em breve poderão se tornar objetos de museu.

Sei que estou (estamos) aqui de passagem e que é melhor aproveitar a viagem do que ficar tentando alterar o rumo do trem da História, mas confesso que ainda não me sinto preparado para um mundo sem textos manuscritos e sem livros impressos.

Por isso, ainda que pareça conservadorismo inconsequente, deixarei aqui assinado o meu protesto contra os que defendem a extinção dos livros.

Onde foi parar a minha caneta?

Chapa branca

O desassombro com que os ministros do STF viajam em aeronaves alheias torna oportuna uma lição de Eliseu Padilha (1945-2023). Ao desembarcar no aeroporto de Pelotas (RS), no início dos anos 2000, o então ministro dos Transportes foi encaminhado a um luxuoso sedan que lhe esperava de portas abertas.

– De quem é este carro? – perguntou o ministro.

– Não sei, mas é nosso – respondeu o anfitrião, um dirigente local do MDB.

–  Desculpa, mas sou ministro. Só ando em carro oficial – disse Padilha, dirigindo-se a um veículo da prefeitura.

O consignado CLT

Agora que o presidente Lula sentiu na queda da sua popularidade o endividamento das famílias e está colocando sua equipe econômica na parede, é a hora de provocar mudanças no crédito consignado CLT.

É preciso conter a sangria que está fazendo alguns trabalhadores ficarem com quase 10 empréstimos e pagarem juros que superam 30% ao mês nos casos mais absurdos.

Lembre-se que as pessoas estão até pedindo demissão para parar de pagar as parcelas.

Desincompatibilização

Vence neste sábado o prazo para ocupantes de cargos públicos deixarem seus postos visando a candidaturas.

Segundo a legislação eleitoral, quem ocupa um cargo público e planeja colocar seu nome nas urnas precisa deixar o posto seis meses antes do pleito, prazo que vence neste sábado.

A desincompatibilização visa evitar o uso da máquina pública, de recursos ou da visibilidade da função atual pelo pré-candidato para obter vantagem indevida sobre os demais concorrentes.

No atual périplo que fazem para ver de perto as encenações da Semana Santa nas cidades históricas mineiras, Márcia Vale (mineira) e Luciano Gomes (maranhense) em frente à catedral de São João Del Rei
No atual périplo que fazem para ver de perto as encenações da Semana Santa nas cidades históricas mineiras, Márcia Vale (mineira) e Luciano Gomes (maranhense) em frente à catedral de São João Del Rei

Para escrever na pedra:

“Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa; e, porque passa, morre. Tudo quanto vive perpetuamente se torna outra coisa, constantemente se nega, se furta à vida”. De Fernando Pessoa.

TRIVIAL VARIADO

Candidatos de 1989: Em 1989, nas cédulas de papel para escolher o presidente do Brasil constavam, entre os candidatos, Ronaldo Caiado (PSD) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Trinta e sete anos depois, 2026, os mesmos nomes estarão nas urnas eletrônicas para serem votados. Pelo jeito, o Brasil não tem futuro.

Sob pressão financeira: A procura por consignados dispara e consome a renda de aposentados e pensionistas no Maranhão. A operação tem juro mais baixo, mas falta de informação e acúmulo de contratos levam a superendividamento.

Dança das cadeiras: Faltam seis meses para a eleição, mas, nos bastidores da Assembleia Legislativa do Estado, já há deputados postulando a presidência da Casa a partir de 2027. Quem viver, verá!

Dia 4 de abril na história: No ano de 1968, morre o empresário da comunicação Assis Chateaubriand, fundador do conglomerado Diários e Emissoras Associados. No dia 5, em 1992, ocorreu o Fujimorazo no Peru. Na ocasião, o presidente Alberto Fujimori dissolveu o parlamento e assumiu todos os poderes.


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