SÃO JOSÉ DE RIBAMAR - Um dos grupos mais tradicionais da cultura popular maranhense, o Bumba Meu Boi de Matraca de São José de Ribamar, celebra 50 anos de história mantendo viva uma das manifestações mais marcantes do folclore do estado. Fundado em 1976, o grupo nasceu na cidade de São José de Ribamar e se consolidou como símbolo da tradição do bumba meu boi de matraca.
A história do grupo está ligada ao próprio desenvolvimento cultural da cidade ribamarense, cuja formação remonta ao período em que ainda era uma aldeia, em 1755.
Tradição do bumba meu boi existe desde a fundação da cidade
A tradição do bumba meu boi de matraca na região existe desde os tempos da antiga aldeia. Segundo registros históricos, a manifestação cultural foi trazida por colonos da chamada Baixada Oriental maranhense, ligados aos primeiros habitantes da região, os chamados “icatuenses”.
Já o Boi de Ribamar tem suas origens em 1971, após a realização da “matança” do último boi de matraca promovido pelo grupo conhecido como Buraco de Tatu, uma união de amigos que se reunia em uma bar da região e jogava conversa fora. O ritual aconteceu no terreiro do Tamarineiro, na Avenida da cidade.
Cinco anos depois, em 14 de março de 1976, foi fundada oficialmente a Associação Folclórica de Bumba Meu Boi de Matraca de São José de Ribamar. A criação da entidade aconteceu no Grupo Escolar Dr. Paulo Martins Ramos, reunindo pessoas comprometidas com a preservação da cultura local.
Comunidade sempre esteve presente na história do Boi de Ribamar
Ainda naquele ano, no mês de maio, os integrantes construíram o primeiro barracão do boi. A rezadeira Maria Dolores Farias Ferreira foi convidada para abençoar as atividades da associação, acompanhada por outros membros da comunidade.
Outro momento marcante ocorreu em junho de 1976, quando foi erguido o Cruzeiro Memorial dos Cantadores de Bumba Boi de Matraca da Ilha de São Luís. O monumento foi construído pelos próprios integrantes da associação e abençoado pelo então pároco padre Lino.
Desde então, a tradicional ladainha realizada aos pés do cruzeiro, na véspera de São João, passou a fazer parte do calendário cultural do grupo - uma tradição que continua sendo repetida todos os anos.
Meio século depois do seu nascimento, o grupo segue mantendo viva a tradição do bumba meu boi de matraca e reafirmando a importância da cultura popular para a identidade de Maranhão.
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