CARNAVAL 2026

Atrasos, desmaio e risco de rebaixamento: veja como foi a primeira noite de desfiles das escolas de samba em São Paulo

Sete escolas se apresentaram no sambódromo em uma festa que viu o dia clarear por conta dos atrasos.

Imirante.com

Atualizada em 14/02/2026 às 11h33
Mocidade Unida da Mooca, Colorado do Brás, Dragões da Real, Acadêmicos do Tatuapé, Rosas de Ouro, Vai-Vai e Barroca Zona Sul se apresentaram nessa sexta-feira. (Foto: Gustavo Honório/g1)
Mocidade Unida da Mooca, Colorado do Brás, Dragões da Real, Acadêmicos do Tatuapé, Rosas de Ouro, Vai-Vai e Barroca Zona Sul se apresentaram nessa sexta-feira. (Foto: Gustavo Honório/g1)

BRASIL - A primeira noite de desfile das escolas de samba do Grupo Especial  de São Paulo, realizada na sexta-feira (13), foi marcada por atrasos em sequência, problemas técnicos e até confusão nos bastidores. Sete escolas passaram pelo Sambódromo do Anhembi, agitando o público em um dos maiores espetáculos da cultura brasileira.

Antes mesmo do início do desfile, problemas começaram a ocorrer. A atual campeã no Carnaval de 2025 perdeu pontos por não entregar a tempo toda a documentação exigida pela coordenação do evento.

Mocidade Unida da Mooca

A estreante Mocidade Unida da Mooca (MUM) abriu a noite com destaque para a bateria, mas enfrentou falhas na evolução e provocou atraso após uma das fantasias lançar água na pista. Antes mesmo do desfile, a modelo Mulher Pera deixou o evento após desentendimento com a diretoria por causa da fantasia, já que ela apareceu com uma roupa que não foi combinada.

Colorado do Brás

Na sequência, a Colorado do Brás fez apresentação segura, com comissão de frente inspirada em bruxas e participação da atriz Fabi Bang, que interpretou a personagem Glinda, a feiticeira de O Mágico de Oz.

Dragões da Real 

A Dragões da Real confirmou o favoritismo com um desfile tecnicamente consistente. A escola trouxe no enredo uma homenagem aos povos originários. As protetoras da floresta, conhecidas como Icamiabas, foram o foco da agremiação.

Acadêmicos do Tatuapé

Em seguida, a Acadêmicos do Tatuapé também se destacou, apesar de contribuir para o atraso após um carro alegórico derramar óleo na avenida. A equipe técnica da Liga das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP) teve que interromper o desfile e fazer a limpeza da pista, para garantir que nenhum acidente acontecesse.

Rosas de Ouro

Atual campeã, a Rosas de Ouro enfrentou uma das situações mais delicadas da noite. Um integrante da comissão de frente desmaiou antes do desfile e não participou da apresentação. A escola já havia sido punida com a perda de meio ponto por descumprir prazo de entrega de documentos e pode sofrer novas perdas na apuração, aumentando o risco de rebaixamento.

Vai-Vai

A tradicional Vai-Vai, que entrou na avenida com o dia já claro, reflexo dos atrasos ao longo da noite e madrugada. Apesar da força da comunidade, apresentou alegorias e fantasias abaixo da expectativa. 

Com o enredo “A saga vencedora de um povo heróico no apogeu da vedete pauliceia”, relembrou os tempos honrosos do cinema paulistano

Barroca Zona Sul

Encerrando a noite, a Barroca Zona Sul teve problemas de evolução, abriu espaço na pista e ainda espalhou água na avenida, dificultando o desempenho dos integrantes.

Com falhas técnicas, punições e imprevistos, a primeira noite do Especial deixa a disputa aberta tanto na briga pelo título quanto contra o rebaixamento.

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