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Garagem Alternativa recebe Rose Maranhão e destaca trajetória da "dama do brega"

Garagem Alternativa recebe Rose Maranhão, que relembra carreira, histórias do brega, samba-enredo e sua passagem marcante por Belém.

Imirante Esporte

A trajetória de Rose Maranhão começou em 1976, quando atuou como intérprete da Escola de Samba Flor do Samba, em São Luís.
A trajetória de Rose Maranhão começou em 1976, quando atuou como intérprete da Escola de Samba Flor do Samba, em São Luís. (Foto: divulgação)

SÃO LUÍS – O Garagem Alternativa desta semana recebe a cantora e compositora Rose Maranhão, um dos nomes mais marcantes da música popular maranhense. Conhecida como a dama do brega, a artista revisita sua trajetória, fala sobre parcerias, relembra os tempos dos grandes clubes de São Luís e compartilha histórias que ajudam a contar parte importante da cultura musical do Maranhão. Veja o episódio completo:

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Durante o episódio, Rose Maranhão também recorda um feito histórico: foi a segunda mulher no Brasil a cantar samba-enredo na avenida, marco que consolidou sua relevância artística ainda no início da carreira. A cantora falou ainda sobre os anos em que viveu em Belém, período decisivo para sua consolidação no cenário musical do Norte do país.

Início da carreira e marco histórico no samba

A trajetória de Rose Maranhão começou em 1976, quando atuou como intérprete da Escola de Samba Flor do Samba, em São Luís. Foi nesse período que a artista entrou para a história ao se tornar a segunda mulher a puxar um samba-enredo em um desfile oficial no Brasil — feito alcançado anteriormente apenas por Elza Soares, em 1974, no Rio de Janeiro.

No programa, Rose detalha esse momento, relembrando os desafios enfrentados e a importância da conquista em um cenário ainda predominantemente masculino.

Consolidação na música maranhense

Após o início no samba, Rose Maranhão passou a se integrar de forma definitiva à música popular brasileira e maranhense como cantora solo. Ao longo dos anos, participou de diversas bandas e grupos musicais, além de realizar shows em alguns dos principais espaços culturais e sociais de São Luís.

Entre os locais onde se apresentou estão:

Jaguarema

Casino Maranhense

Lítero

AABB

Caixa Econômica

Hotel Quatro Rodas

Vila Rica

Gran São Luís Hotel

Além disso, Rose também marcou presença em bares, restaurantes e circuitos oficiais de eventos da capital maranhense, ampliando sua projeção artística.

Primeiro disco e reconhecimento nacional

O reconhecimento no Maranhão levou Rose Maranhão a gravar seu primeiro compacto simples, em 1980, no Rio de Janeiro. O trabalho contou com apoio de um empresário local e reuniu composições de autores maranhenses, como:

“Pérola Negra”, de Oberdan Oliveira

“Pra ser Feliz”, de Cleto Júnior

A gravação ocorreu no Estúdio Havay, o mesmo onde Beth Carvalho produzia seus discos. Alguns músicos que acompanhavam Beth e Cláudio Clair, filho da escritora Janete Clair, também participaram do projeto, agregando ainda mais valor ao trabalho da cantora.

Passagem por Belém e sucesso no Norte

Em 1996, já em São Luís, Rose Maranhão recebeu convite para se apresentar em Belém, no Pará. A experiência acabou se transformando em uma longa permanência: a artista viveu dez anos na capital paraense, onde conquistou grande sucesso e reconhecimento do público local.

Foi em Belém que Rose gravou, no ano 2000, seu primeiro CD, intitulado “Nasci Para Brilhar”. O álbum teve como carro-chefe a canção “Viva Bregamente”, de autoria da própria cantora, que se tornou um grande sucesso no Norte e Nordeste, consolidando sua imagem como referência do brega.

Episódio imperdível

No Garagem Alternativa, Rose Maranhão fala com espontaneidade, relembra histórias curiosas da carreira e reforça sua importância para a música maranhense e brasileira. O episódio está imperdível e é um convite para conhecer, ou revisitar, a trajetória de uma artista que ajudou a escrever a história do brega e do samba no Maranhão.

👉 É só clicar, assistir e aproveitar o bate-papo.

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