Segundo episódio

Podcast Redemoinhos entrevista o escritor português José Luís Peixoto

Novo episódio vai ao ar nesta segunda-feira (2) no Imirante.

Na Mira

Durante o episódio, Peixoto fala sobre seu romance mais recente, “A montanha”, obra que acompanha personagens em tratamento oncológico e propõe reflexões sobre vida, morte e o sentido da existência.
Durante o episódio, Peixoto fala sobre seu romance mais recente, “A montanha”, obra que acompanha personagens em tratamento oncológico e propõe reflexões sobre vida, morte e o sentido da existência. (Foto: divulgação)

SÃO LUÍS – Vai ao ar nesta segunda-feira (2) o segundo episódio do podcast Redemoinhos, apresentado pelo jornalista e poeta Félix Alberto Lima, no Imirante. O convidado é o escritor português José Luís Peixoto, um dos nomes mais relevantes e premiados da literatura contemporânea em língua portuguesa. Assista:

Romance recente pauta a conversa

Durante o episódio, Peixoto fala sobre seu romance mais recente, “A montanha”, obra que acompanha personagens em tratamento oncológico e propõe reflexões sobre vida, morte e o sentido da existência. Para o autor, os temas são indissociáveis. “A vida, a morte e a doença existem. Umas existem porque existem as outras, sendo que aquela que mais importa e que mais merece a nossa atenção é justamente a vida”, afirma.

Literatura como investigação humana

Ao longo da conversa, o escritor destaca a literatura como um instrumento de consciência e investigação do ser humano. “A literatura é um trabalho que os seres humanos têm vindo a desenvolver há séculos, numa tentativa de comunicação e de investigação justamente sobre nós próprios”, ressalta.

Autobiografia, ficção e memória

Peixoto também comenta a presença de elementos autobiográficos em sua obra e o diálogo constante entre realidade e ficção. Segundo ele, “aquilo que nos rodeia, apesar de ter uma dimensão factual muito grande, também é tocado pela ficção, pela nossa interpretação”.

Leitura de poema marca episódio

Outro momento marcante do episódio é a leitura do poema “Na hora de pôr a mesa”, do livro “A criança em ruínas”, no qual o autor revisita temas como memória, ausência e afeto familiar. A conversa ainda aborda poesia, romance, autoficção e o papel da literatura em tempos de inteligência artificial.

Trajetória literária reconhecida internacionalmente

Nascido em Galveias, em 1974, José Luís Peixoto é reconhecido internacionalmente por sua prosa poética e intimista. Vencedor do Prémio José Saramago, em 2001, com o romance “Nenhum olhar”, o autor construiu uma obra marcada por reflexões sobre memória, identidade e ruralidade alentejana, com livros traduzidos para mais de 30 idiomas.

Leitura como ferramenta de transformação

Na entrevista, o escritor reforça o papel da literatura no processo de transformação social. “Quem lê está um passo à frente. E, por mais que às vezes outros meios sejam sedutores, a leitura e a escrita trazem-nos um nível de reflexão que não se consegue encontrar noutros lugares. E evoluímos com isso. Nós vivemos melhor, tornamo-nos pessoas mais atentas, mais espertas, mais prontas para os desafios da vida”, afirma.

Podcast tem periodicidade quinzenal

O Redemoinhos vai ao ar quinzenalmente no portal Imirante e reúne entrevistas com escritores, artistas e pensadores para discutir literatura, artes e comportamento.

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