Grammy a Bethânia e Caetano inspira reflexão sobre longevidade
Os irmãos baianos levaram para casa o gramofone dourado com o álbum “Caetano e Bethânia Ao Vivo”. O trabalho registrou a turnê realizada pela dupla. O anúncio ocorreu sob aplausos no Crypto.com Arena, em Los Angeles, Estados Unidos.
2 de fevereiro, dia de Yemanjá, e o meu papo reto é sobre a conquista da 68ª edição do Grammy, nesse domingo (1/2), de Maria Bethânia e Caetano Veloso, na categoria Melhor Álbum de Música Global. Primeiro, parabenizar os irmãos baianos pela premiação que traduz a essência de quem faz música de verdade no Brasil.
Também quero falar de um comentário infeliz, carregado de preconceito, etarismo, enfim, respaldado de estupidez tremenda feito por um internauta em postagem no instagram em que ele escreve: "alguém ainda ouve isso ?". Infelizmente, o ambiente virtual, que deveria reforçar o pluralismo democrático com conhecimento de causa, tem servido de terreno fértil para a disseminação de ofensas pessoais, ataques discriminatórios, linchamentos virtuais, perseguições e incitação ao ódio gratuito.
Premiação
O que interessa a nós brasileiros é festejar o reconhecimento da nossa música mundo afora. Dizer em alto e bom som que Bethânia e Caetano levaram para casa o gramofone dourado com o álbum “Caetano e Bethânia Ao Vivo”. O trabalho honesto registrou a turnê realizada pelos irmãos. O anúncio ocorreu sob aplausos da plateia nos Estados Unidos.
Para Caetano, a premiação não é novidade, pois foi a sexta indicação do artista na categoria de Melhor Álbum de Música Global. Ele ganhou em 1998, com o álbum “Livro”, e em 2000, atuando como produtor do aclamado “João Voz e Violão”, de João Gilberto.
Porém, para Bethânia, o prêmio é inédito, mesmo sendo uma das artistas mais relevantes e populares da música brasileira. Ela levou o gramofone em sua indicação inicial e se tornou a primeira cantora brasileira a levar o Grammy.
O álbum vencedor apresenta repertório que celebra clássicos dos mais de 60 anos de carreira da família Veloso. O projeto foi lançado pela Sony Music Brasil, em 26 de maio de 2025, e a turnê percorreu palcos de cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza e Curitiba.
No repertório, Bethânia e Caetano misturam sucessos de autoria do baiano com interpretações de obras de compositores fundamentais para a música brasileira. São clássicos como “Reconvexo”, “Cajuína”, “O Quereres”, “Alegria, Alegria”, além de uma versão inédita de “Fé”, de Iza, interpretada pelos irmãos.
O álbum inclui, também, parcerias e canções de nomes como Gilberto Gil, Raul Seixas, Erasmo e Roberto Carlos.
Um dos momentos de maior emoção do álbum é dedicado à memória de Gal Costa. A dupla homenageia a amiga e colaboradora desde sempre ao reinterpretar “Baby” e “Vaca Profana”, ambas assinadas por Caetano e que foram imortalizadas na voz da cantora.
Longevidade
Você aí, saiba que Caetano e Bethânia no Grammy inspiram reflexão sobre longevidade. Com disse a jornalista Flávia Oliveira, da Globonews, "o prêmio internacional reconhece não apenas a obra, mas a excelência mantida ao longo do tempo. São dois artistas maduros e reconhecidos". Se a “velhice é um jovem que deu certo”, eis esta dupla privilegiada pelo tempo e que serve de referência aos etaristas de plantão.
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