Encerramento do ciclo natalino

Museu Histórico e Artístico do Maranhão realiza ritual da Queimação de Palhinhas; veja programação

Durante o evento da queimação de palhinhas, haverá ladainha, seguida pela Banda Mararitmus e reza comandada pelo sociólogo Sebastião Cardoso.

Na Mira

Atualizada em 24/01/2026 às 16h08
Este é o momento em que os fiéis realizam pedidos, cumprem promessas e consolidam sua fé no ato de queima das palhinhas.
Este é o momento em que os fiéis realizam pedidos, cumprem promessas e consolidam sua fé no ato de queima das palhinhas. (Foto: Divulgação/Secma)

SÃO LUÍS - Na próxima terça-feira (27), o Museu Histórico e Artístico do Maranhão (MHAM) realiza a anual queimação de palhinhas e desmontagem dos presépios. 

A celebração, que representa o encerramento do ciclo natalino, comumente realizado no Dia de Reis (6/01), movimenta residências, igrejas, terreiros e casas de cultura para representar a visita dos Reis Magos ao Menino Jesus. Este é o momento em que os fiéis realizam pedidos, cumprem promessas e consolidam sua fé no ato de queima das palhinhas. 

Durante o evento, que terá início às 16h, haverá ladainha, seguida pela Banda Mararitmus e reza comandada pelo sociólogo Sebastião Cardoso.

A Queimação de Palhinhas é um momento simbólico

Para a gestora do MHAM, Amélia Cunha, este é um momento simbólico pela importância que o presépio carrega.

“Primeiro que o Museu Histórico, além de guardião de memória de acervo, principalmente do século XIX, por meio das suas peças, das suas pesquisas, guarda um simbolismo muito interessante de como era uma casa da aristocracia maranhense do século XIX. E o presépio fazia parte, como faz até hoje, essa cerimônia da queimação de palinhas. É uma cerimônia muito importante na religiosidade brasileira e maranhense, em especial. Esse presépio já teve como padrinho o Josué Montello, que é uma figura muito importante para o Museu Histórico, devido à iniciativa de inaugurar um museu com as características que o Museu Histórico tem”, relembra.

“Nós vamos realizar a queimação de palhinhas com a presença do antropólogo e sociólogo Sebastião Cardoso, uma figura muito importante da religiosidade maranhense, porque o Sebastião pesquisa há muitas décadas essa área religiosa, essas nuances religiosas dos cultos de matriz africana, mas também ele tem uma ligação muito interessante com a religiosidade católica. Religiosidade tão própria do Maranhão, tão própria do Brasil, que é essa mistura de traços de religiosidade africana e traços de religiosidade católica. E o Sebastião vai estar presidente, ele montou o presépio nos moldes do século XIX, fez a ladainha”, reflete Cunha.

Programação – 27 de janeiro

📍 Museu Histórico e Artístico do Maranhão Rua do Sol, 302 – Centro

🕓 Horário: 16h

Atividades:

Ladainha inicial

Apresentação da Banda Mararitmus

Reza conduzida pelo sociólogo e antropólogo Sebastião Cardoso, pesquisador das tradições religiosas maranhenses

🎭 Destaque: O presépio montado nos moldes do século XIX, reforçando a simbologia histórica e religiosa do Maranhão.

 

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.