Ninguém é santo em uma ‘Reunião de Condomínio’, título que dá nome ao livro de Alexandre Lino. O morador do segundo andar, sempre que briga com alguém no grupo do prédio, deixa um “presente” na porta dessa pessoa. Já a idosa de outro apartamento chegou à assembleia para criticar seu vizinho que colocou um desenho na porta, e isso a incomodava por algum motivo. Sem falar do homem que faz festas até altas horas da noite, e não tem reclamação que resolva o problema.
Essas experiências divertidas estão presentes no conto “Condomínio” e trazem as principais características que definem toda a obra. Com narrativas que transitam entre o cômico e o trágico, o cotidiano e o extraordinário, o autor constrói um universo literário no qual todos os personagens estão conectados de alguma forma, através dos laços inexplicáveis do destino.
Em uma cidade tão genérica que nem nome tem, porque pode ser qualquer lugar, cada história gira em torno de um narrador diferente. Há Thiago, o dono de uma empresa que jura que não vai ser como os outros empresários, e Ferraz, um trabalhador decidido a pedir demissão. Também há Abílio, um idoso multimilionário apaixonado pela vida simples de Luiz Américo e este, por sua vez, é na verdade um agiota fingindo ter uma vida pacata para não ser descoberto. Já Angelique prega que o foco é suficiente para encontrar sucesso, mas tem uma dívida enorme com Luiz Américo.
União da Psicologia com fazer literário
Ao recorrer a diferentes ângulos acerca das vivências dos personagens, Alexandre Lino une o conhecimento de sua formação em Psicologia com o fazer literário para apresentar o mundo como ele é. Distantes de um olhar dicotômico, os contos retratam como a humanidade reside nas nuances, nas contradições e nos dilemas que constituem a existência.
“Reunião de Condomínio é minha primeira oportunidade de mostrar um pouco de como a desordem de meus pensamentos se formam, e como eu interpreto a vida: não existem vilões, não existem heróis, e no fim das contas é difícil simplesmente ser quem a gente é. A vida é cheia de contradições e pequenas hipocrisias. As personagens em sua maioria são pessoas comuns, que vivemos e vemos por aí todos os dias”, explica o autor.
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.