Bem-estar

Saiba mais sobre os riscos do chamado ´sono invertido´

Como equilibrar as atividades noturnas com um estilo de vida mais saudável.

Imirante com informações da Assessoria

Atualizada em 27/03/2022 às 12h08

Um tradicional ditado popular afirma que a noite foi feita para dormir e, claro, uma grande parcela da população ainda segue esta regra. No entanto, para atender o crescimento da demanda de produção e serviços, a abertura de postos de trabalho com horários pouco convencionais vem se tornando cada dia mais comum. S

egundo os últimos dados divulgados pelo Instituto do Sono em São Paulo, com dados do Ministério do Trabalho, cerca de 15 milhões de brasileiros trabalham durante a noite. E um dos principais atrativos é o adicional noturno, que representa um acréscimo legal de 20% na renda mensal do trabalhador.

Mas será que quem troca o dia pela noite sabe que esta mudança pode, ao longo do tempo, também comprometer a sua saúde? Devido a alteração do relógio biológico, causada principalmente pela irregularidade nos períodos de sono, as pessoas ficam muito mais propensas a desenvolver doenças cardiovasculares, distúrbios hormonais, digestivos, neuropsicológicos, problemas na visão, fadiga crônica, alteração no comportamento, dentre outros.

De acordo com a Consultora do Sono, Renata Federighi, a inversão no horário do sono pode ser um elemento prejudicial à saúde, sobretudo, quando o indivíduo não possui uma rotina. “Biologicamente, somos programados para dormir à noite. Existem fatores que predispõem o corpo a dormir neste período, como a ausência da luz, a queda da temperatura do corpo e a produção da melatonina – hormônio capaz de regular o sono. Se a inversão é necessária para fins profissionais, a recomendação é manter a disciplina e dormir sempre no mesmo horário”, alerta.

Ela ainda ressalta que é durante o sono que o organismo realiza o processo de regeneração celular e recupera as energias essenciais para o equilíbrio do corpo e da mente. “O sono da noite possui maior qualidade que o sono diurno, mais suscetível a interferências externas. No entanto, independente de ele ser noturno ou diurno, alguns processos hormonais precisam ser realizados por completo para que a saúde não seja comprometida e a pessoa não fique predisposta, por exemplo, à obesidade, devido a dificuldade de ação da leptina (o hormônio da saciedade), e ao diabetes, pela maior resistência à ação da insulina”.

A consultora dá algumas dicas que podem minimizar os prejuízos à saúde causados pela vida profissional noturna:

· Durma sempre nos mesmos horários, mesmo nos dias de folga, para que o relógio biológico não fique ainda mais afetado;

· Procure ambientes tranquilos e sem claridade para não afetar o desenvolvimento do sono. Feche janelas e cortinas, e mantenha o ambiente arejado, pois o calor atrapalha ainda mais o sono;

· Utilize travesseiros que garantam uma boa postura e ainda ajudam a evitar a transpiração. O modelo Altura Regulável Látex é um dos mais indicados, já que possuem canais internos de circulação de ar que facilitam a respiração e ventilação, fazendo com que o travesseiro fique todo o tempo numa temperatura levemente inferior à do corpo. Também possuem três camadas internas e possibilitam quatro opções de altura;

· Mantenha uma alimentação equilibrada, com horários regulares e alimentos saudáveis, ricos em fibras, muitas frutas e pouca gordura. Também é importante fazer as três refeições principais e, antes de dormir, fazer uma refeição leve;

· Evite o consumo de refrigerantes com cafeína, café, chá preto ou mate durante o trabalho noturno e, principalmente, antes de dormir;

· Praticar exercícios físicos regulares, manter o peso e evitar o consumo excessivo de álcool e cigarros também são medidas importantes.

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