Dia Internacional da Mulher

Mulheres de destaque no Estado do Maranhão

Na política, na música e no mundo da moda elas conquistaram o seu espaço.

Oton Lima/Imirante

Atualizada em 27/03/2022 às 12h25

Neste dia 8 de março, no qual meio mundo celebra o Dia Internacional da Mulher, é comum nos depararmos com todo tipo de exaltação à figura feminina, resgatando o legado de conquistas adquiridas para o gênero ao longo dos anos e apontando desafios que ainda precisam ser superados. No Maranhão, de forma bastante peculiar, diga-se de passagem, exemplos não faltam para ilustrar esse quadro salutar – tanto de figuras do passado quanto de protagonistas do momento atual.

Pegando carona nessa “vibe” de homenagens, o Imirante.com decidiu trazer algumas das principais personalidades femininas maranhenses da atualidade – sobretudo, aquelas que são notícia recorrente em nosso Portal – que dignificam toda a classe por suas trajetórias bem-sucedidas, seja em qual campo tenham escolhido atuar.

A lista não poderia começar de forma diferente: pela governadora Roseana Sarney, protagonista de uma trajetória sui generis não apenas na política maranhense como na brasileira. Eleita a primeira governadora brasileira, em 1994, Roseana já havia começado a gravar seu nome na posteridade quatro anos antes, na eleição de 90, quando recebeu a maior votação para deputada federal no Maranhão. De lá para cá, mais feitos inéditos: foi reeleita governadora em 1998; em 2002, se tornou primeira mulher a se tornar pré-candidata a presidente da República com reais chances de vir a ser eleita, de acordo sinalizavam as principais pesquisas eleitorais da época. Manobras políticas atiraram do páreo, mas não a impediram de ser eleita, no mesmo ano, a primeira mulher maranhense como senadora da República; em 2006, volta para a disputa ao Governo do Estado, vencendo no primeiro turno, mas sendo lesada no segundo turno, como ficaria demonstrado dois anos depois pela Justiça Eleitoral – que,a propósito, trouxe Roseana de volta para o comando do Maranhão, pela terceira vez; em 2010, mais uma conquista: vence, em primeiro turno, as eleições para o seu quarto mandato. Apelidada pelo eleitorado maranhense de “guerreira”, Roseana é, sem dúvida, um dos primeiros nomes a serem lembrados numa ocasião como essa.

Outra maranhense inspiradora é a cantora Alcione, conhecida pelo Brasil inteiro como “a Marrom”. Da infância pobre em São Luís ao estrelato absoluto no Rio de Janeiro, berço do show business tupiniquim, onde ela reina absoluta, a vida de Alcione é permeada de superação. Dona de uma voz inigualável, a então garota, desbravando, ainda no fim dos anos 60, um mundo totalmente novo na capital carioca, era alvo fácil para todo tipo de inglório. Mas o sonho de ver sua arte reconhecida nacionalmente foi proeminente. E o resultado, bom, o resultado temos acompanhado nesses 40 anos de carreira que fizeram da Marrom uma diva genuína da música brasileira.

Do nosso limite geográfico para o mundo... Bianca Klamt trilhou um caminho até então impensável para uma maranhense: o mundo da moda. Aos 14 anos, após ser descoberta por um concurso nacional, em São Luís, a modelo seguiu para outra ilha: a de Nova York, que passou a ser seu CEP desde então, sendo trocado apenas, esporadicamente, por Paris, outro centro fomentador da moda. Em seus 12 anos de carreira, Bianca correu o mundo, tem sido capa das principais revistas internacionais de moda, desfilando para as grifes mais importantes e posando para lendas vivas da fotografia. Num meio com prazo de validade perecível, Bianca demonstra ter fôlego de sobra, já que sua carreira continua em franca expansão. A propósito, hoje em dia, a maranhense pode se dar ao luxo de selecionar os trabalhos que deseja participar, diminuindo o ritmo frenético das principiantes. No entanto, seu passaporte continua sendo carimbado a uma velocidade impressionante. Afinal, são em países como Alemanha, Espanha, Inglaterra e Estados Unidos que seu nome é dos mais requisitados.

Os três nomes acima dignificam o gênero e inspiram jovens que sonham em conquistar o mundo. Mas é claro que o grande desafio de ser mulher é vivido em inúmeras outras possibilidades de vida. Você, leitor, teria algum exemplo edificante para conta?

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