O radialista Ricardo Balata trouxe esta semana para o Cine Na Mira destaque para a cerimônia do Oscar 2012. Veja:
Enfim a tão aguardada noite do Oscar chegou à sua 84º edição premiando com o troféu mais cobiçado do cinema os melhores (nem sempre, é verdade) filmes do ano. Em uma cerimônia enxuta e nem um pouco prolixa para os padrões da Academia, o Oscar 2012 trouxe de volta pela nona vez o comediante Billy Crystal como o apresentador da noite de gala. Decisão acertada. Crystal com seu humor ferino ainda é uma das melhores escolhas para o cargo de hoster do evento.
Com economia de tempo cortando discursos de agradecimentos por prêmios especiais e os já conhecidos e chatos números musicais, o destaque ficou pela apresentação de artistas do Cirque du Soleil, em uma homenagem ao cinema. Um espetáculo à parte com belas acrobacias aéreas pelas dependências do Teatro Kodak em Los Angeles. Falando sobre homenagens, este foi o tom desta premiação ao dividir com A Invenção de Hugo Cabret e O Artista, os prêmios da noite com cinco estatuetas para cada um. Ambos os filmes são leituras particulares de uma época de ouro do cinema. A Invenção de Hugo Cabret de Martin Scorsese é uma obra de sentimentos fortes sobre um órfão em busca do seu passado que encontra também a história da sétima arte.
Já O Artista, produção francesa de Michel Hazanavicius, faz rir e emociona na medida certa, em preto e branco e mudo, uma ousadia e tributo ao cinema do jeito que a Academia gosta. O Artista se sagrou o grande vencedor ao levar três dos principais prêmios: Melhor Ator para Jean Dujardin, Diretor para Michel Hazanavicius e Filme. A Invenção de Hugo Cabret levou a maioria dos prêmios técnicos. Octavia Spencer, melhor atriz coadjuvante por Histórias Cruzadas e Christopher Plummer, melhor ator coadjuvante por Toda Forma de Amor não foram surpresas mas o terceiro Oscar da carreira da brilhante Meryl Streep soou mais como um reconhecimento pelas 16 indicações anteriores já que sua atuação em A Dama de Ferro, filme de narrativa irregular, em muito se apoia na sua carecterização premiada com o Oscar de maquiagem. Mas com Meryl Streep não se discute. No mínimo ela sempre irá merecer qualquer prêmio.
Cavalo de Guerra, O Homem que Mudou o Jogo e A Árvore da Vida morreram na praiacomo já era esperado. Os Descendentes para não ficar na pior levou com o Melhor Roteiro Adaptado enquanto a Academia se rendeu ao bom cinema do veterano Woody Allen lhe dando o Oscar de Roteiro Original por Meia-Noite em Paris. Allen, avesso ao Oscar, não estava presente. A animação Rango, de visual rebuscado mas nada infantil, bateu os sempre favoritos filmes da Disney (Kung-FU Panda 2) e da Dreamworks (Gato de Botas). E o Brasil mais uma vez ficou de fora com a incrível escolha da chatérrima canção Man or Muppet de Os Muppets em detrimento de Real in Rio da animação Rio, composta por sérgio Mendes e Carlinhos Brown. Premiar Rio seria forçar a barra já que a trilha em ritmo de samba pareceu não ter agradado os americanos. Mais do mesmo, o Oscar cumpre o seu papel outra vez ao legitimar a força de uma indústria poderosa que apesar de pecar pelo excesso ainda encanta pelo glamour e nos faz celebrar a sétima arte na sua mais pura essência de ilusão e glória ao simples mencionar de um: “And the Oscar goes to…
Atualizada às 8h10
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