O Madrigal Santa Cecília encerrou sua turnê pela Itália com apresentação no Vaticano, no último domingo (18). Na Basílica de São Pedro, o grupo cantou na missa celebrada no altar principal, chamado Altar da Confissão, que conserva a Cátedra de São Pedro apóstolo, o primeiro bispo de Roma.
Formado por servidores da UFMA e pessoas da comunidade, em 2001, o madrigal finalizou sua primeira turnê em terras italianas com um saldo bastante positivo de apresentações e de público. Cerca de 15 apresentações, além da participação VI Festival Internacional de Música Coral, promovido pela Associazione Internazionale Amici della Musica Sacra” , com sede em Roma.
Na Basílica de São Pedro, mas precisamente na Capela Sistina, onde aconteceu o momento mais aguardado pelos coralistas, foram apresentados três cantos do repertório sacro; dois de autores brasileiros do século XVIII: “Odie”, de Pe. José Mauricio Nunes Garcia, 1830, música do barroco brasileiro; Tractus III e IV de José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita, datada de 1700, e o terceiro de Halleluia, do alemão George Frederick Handel.
O encerramento ficou por conta de uma pequena amostra da riqueza musical do Maranhão e do Brasil: “Foi boto, sinhá”, “Cantos Nativos dos Índios Krahó”, de Folclore amazonense, e “Boi da Lua”, do autor maranhense César Teixeira. Giovanni Pellela, regente do coral, tocou no órgão usado nas celebrações, conduzidas pelo Papa.
Ao final da missa, que estava lotada, o padre Pietro Nevi elogiou o trabalho dos brasileiros e disse que “I BRASILIANI NON SOLO GIOCANO A CALCIO, MA SANNO ANCHE CANTARE" (Os brasileiros não só jogam bem o futebol, mas também sabem cantar) e todos os presentes aplaudiram o grupo maranhense. No mesmo dia, o madrigal apresentou-se na histórica cidade de Nemi, onde também foram bastante aplaudidos.
Durante os 10 dias na Itália, o madrigal passou por 17 cidades. Em todas, apresentou o espetáculo Cantos do Brasil, com um repertório bastante diversificado, que aborda a cidade de São Luís e o Maranhão; o nordeste árido maltratado pela seca; a Amazônia com seus problemas e suas imensas riquezas florestais e, enfim, o Brasil clássico dos grandes compositores modernos, especialmente da bossa nova, além de religiosas e italianas.
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