A estilista perpétua Saraiva foi a vencedora do Concurso de Novos Talentos da última edição do São Luís Fashion, com os croquis que representavam as várias fases da vida de uma mulher.
Como prêmio, ela recebeu um curso de moda no LIM (Laboratory Institute of Merchandising), uma das mais conceituadas escolas de Nova York. Durante o SLZ Fashion, que será realizado de hoje a quinta-feria, a estilista apresentará seu primeiro desfile como profissional.
O Na Mira conversou com Perpétua. Veja:
Na Mira Muitas roupas vistas nas passarelas não são feitas, efetivamente, para as mulheres usarem nas ruas. O que é realmente
consumido dos grandes desfiles?
Perpétua Saraiva – Acredito que os desfiles não são feitos para serem consumidos no final. São feitos para profissionais da moda e jornalistas especializados, ou seja, um público classificado como lançador de tendência. As roupas mostradas na passarela são mais conceituais, uma prévia do que as lojas vão ter em determinada temporada. Mas, hoje em dia, excluindo-se talvez os desfiles de Alta-Costura que ainda ousam em mostrar roupas mais extravagantes, muitos looks saem da passarela direto para as ruas.
Na Mira Isso quer dizer que a passarela está ficando menos extravagante ou que a rua está ficando mais fashion?
Perpétua Saraiva – A moda de rua vem amadurecendo bastante. As pessoas estão usando o que está na passarela. Mas a rua também está influenciando a passarela. Os desfiles de Nova York e da Europa estão apresentando roupas mais usáveis, práticas e, acima de tudo, confortáveis. Os estilistas novos e os veteranos aderiram a essa preocupação.São poucas as peças que são conceituais ao ponto de não poderem ser encaixadas no guarda-roupas. Porém, na rua, a composição do visual muda, pois as modelos normalmente usam acessórios,cabelos e
maquiagens mais carregados para os desfiles.
Na Mira Por que as peças não são apresentadas de modo mais convencional, como as roupas que as pessoas usam no dia a dia?
Perpétua Saraiva – A passarela é iluminada de forma diferente e recebe uma decoração especial. Mas as roupas em si são completamente usáveis.
Jeans, camisetas e vestidos, que na hora da apresentação são enfeitados para causar impacto. O desfile é um espetáculo e tem que chamar atenção.
Na Mira Como fazer a adaptação das passarelas para as ruas?
Perpétua Saraiva – É preciso filtrar o que se vê na passarela e adequar ao seu cotidiano. Em geral, fazer um penteado e maquiagem mais
natural e excluir alguns acessórios, até o ponto em que você se sinta bem, sem passar por constrangimento.
Na Mira Este ano, você foi à Nova York para fazer um curso de moda.Até que ponto os estilistas brasileiros são influenciados pelo que é produzido no exterior?
Perpétua Saraiva – Não tem como fugir da influência do eixo Nova York, Londres, Paris, Milão. O que a gente vê influencia bastante em nossa criação. Temos que estar antenados para buscar inspiração. O vejo nas ruas, entre meus amigos, entre minha família e até entre livros, assim como o que acompanho nas passarelas, tudo isso interfere na criação.
Na Mira O que você pretende mostrar no São Luís Fashion (SLZ Fashion)?
Perpétua Saraiva – Será meu primeiro desfile como profissional. O tema da coleção é Rapunzel em a Tragédia Rosa dos Contos de Fada. É uma referência aos momentos tristes que existem nos contos de fada. As partes trágicas das histórias marcam profundamente as crianças, mas apenas os finais felizes costumam ser lembrados. É claro que o cor-de-rosa estará presente, junto ao lilás, nude e salmão. É um tema bem feminino.
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