RIO - Dependendo da intensidade do hábito, não há unha que resista. Vira e mexe, uma adolescente que não quer se identificar rói as unhas até sangrarem os dedos.
O hábito, de acordo com especialistas, afeta uma em cada três crianças e quase a metade dos adolescentes brasileiros. Mateus Jorge, de 12 anos, admite: “Eu tenho mania de roer unha desde pequenininho, às vezes nem reparo. Só quando alguém fala para eu parar é que eu me toco”.
A colega Thais Mazotti, de 13 anos, também sofre com a ansiedade. “Quando você vai fazer uma prova ou está com um problema, escondendo alguma coisa, roer unha é uma forma de se expressar”, diz.
A dentista Marlene Latrônico explica onde está perigo. “A criança engole as bactérias que estão embaixo da unha, onde tem um nicho muito grande de fungos, bactérias e outros germes”, afirma.
A psicóloga Marcia Duarte diz que o hábito de roer unhas quase sempre é sinal de que algo não vai bem. Por isso, medidas pontuais não funcionam. “Roer as unhas indica um quadro de ansiedade e é um dos sintomas que deve ser tratado. Ao tratar a ansiedade, naturalmente o sintoma do roer as unhas vai desaparecendo aos poucos”, explica.
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