Nos anos de 1980, o curador Couto Correa Filho começou a adquirir obras de arte, por pura questão estética. Com o passar do tempo, ele percebeu que o gosto artístico poderia servir como referencial para o que se vinha produzindo artisticamente numa fase dita de transição para o terceiro milênio da era Cristã.
Foi assim que começou a ser gerada a exposição “Confraterna de Couto”, que entra em cartaz neste sábado, 26, às 20h, na Galeria Fernando P., no Hotel Brisamar. A mostra faz uma reunião de diversos artistas, o que significa a utilização de técnicas diversas, entre as quais óleo sobre tela, gravura em metal, acrílico sobre tela, escultura em técnica mista, escultura em cerâmica, objeto e aquarela.
Couto Correa Filho explica que a exposição é uma mostra de artes visuais que propõe a confraternização dos participantes em torno da arte. “Trata-se de uma congregação de artistas plásticos, representantes de várias tendências estéticas, que vão do paisagismo naturalista às vertentes contemporâneas”, diz.
O curador está ciente de que esse tipo de ação não faz parte de seus trabalhos de curador, “mas, para mim, tornou-se tarefa importante, por se tratar de uma amostra da arte produzida no Maranhão entre o final do século XX e o inicio do XXI, apresentando exemplares do que de melhor se produziu entre nós, nesta fase de transição”, diz.
Os visitantes da Confraterna de Couto terão acesso a uma mostra multimídia porque, por estar montada com acervo pessoal, a exposição traz material bastante heterogêneo. “Apesar disso, optei por expor o bras que pudessem fornecer sinais de continuidade estética”, explica. Isso significa que o material reunido na exposição segue critérios de escolha que tem o propósito de induzir o expectador a perceber relações de proximidade de linguagem, formal e/ou estilística, entre as o bras apresentadas em suportes diversos.
Um pouco de história
A coleção de arte de Couto Correa Filho começou a se consolidar na segunda metade da década de 1980. Inicialmente, tratava-se de obras adquiridas pelo gosto estético do curador. Mais tarde, Couto percebeu que as obras poderiam servir de referencial para o que se vinha produzindo nas artes do Maranhão na fase de transição para o terceiro milênio da era Cristã.
A escolha das obras que fazem parte do acervo pessoal de Couto Correa Filho não foi difícil, considerando-se a experiência adquirida como curador. “Montar a exposição, então, foi uma questão de seleção por meio de afinidades estéticas”, acrescenta Couto Correa Filho.
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