Vaticano diz que Aids é um sinal de 'imunodeficiência' de valores morais

Reuters

Atualizada em 27/03/2022 às 14h55

CIDADE DO VATICANO - A Vaticano atribuiu nesta terça-feira a disseminação da Aids a uma "imunudeficiência" dos valores morais, entre outros fatores, e pediu maior educação, abstinência e acessso a remédios para o combate da doença.

Na véspera do Dia Mundial de Luta contra Aids, o chefe do Conselho de Saúde do Vaticano citou o Papa, dizendo que João Paulo II considera a Aids "uma patologia do espírito" que deve ser combatida com "a prática sexual correta" e "o ensino de valores sagrados"

- Eu destaco os pensamentos dele (Papa) com relação à imunodeficiência dos valores morais e espirituais - disse o cardeal Javier Lozano Barragan, em uma discurso por ocasião do Dia Mundial da Luta contra a Aids.

Na semana passada, um relatório da ONU mostrou que o número de adultos e de crianças infectados com o vírus HIV alcançou 39,4 milhões em 2004, em relação aos 35 milhões registrados em 2001.

- A HIV/Aids é uma das mais devastadoras epidemias de nosso tempo - disse o cardeal.

Junto com a "prática da virtude da abstinência", ele disse que os preços dos remédios antiretrovirais deveriam ser os mais baixos possíveis e pediu que as nações industrializadas ajudem os países mais atingidos pela Aids.

O representante do Vaticano também disse ainda que o preconceito e a discriminação com relação às vítimas da Aids devem ser erradicados.

- Para que a guerra contra o vírus HIV e a Aids seja mais eficientes, todas as formas de discriminação no tratamento daqueles com a doença devem ser eliminados.

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