Brasília - O cacuriá, dança típica executada por casais de todas as idades, abriu a apresentação do Boi do Teodoro, tradicional grupo de bumba-meu-boi de Brasília, na Rodoviária de Brasília, dentro do projeto Arte Por Toda Parte, da Secretaria de Cultura do Distrito Federal. O grupo acendeu uma fogueira para aquecer os tambores feitos de couro de bode utilizados na passagem do boi. Várias índias, vaqueiros, pandeiristas e cazumbais (pais-de-santo do boi), com seus trajes típicos cobertos de muito brilho, cantaram os versos do bumba-meu-boi.
O maranhense Teodoro Freitas, que veio para Brasília ainda na época da fundação, criou a sede do Boi do Teodoro em Sobradinho, uma cidade satélite do DF. A primeira apresentação foi em junho de 1963. Ele também é o responsável pelo Boi do Teodoro, que viaja quase todos os anos para o Maranhão, onde participa da tradicional Festa Junina em São Luís. Neste ano, por falta de recursos, o grupo não pôde viajar.
Sem nenhuma verba fixa, o grupo é mantido por patrocínio. No ano passado, conta Teodoro, foram obtidos recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e adquiridos materiais para fazer as roupas e os instrumentos. Neste ano, eles não foram contemplados com recursos, mas, mesmo assim, se apresentam em escolas e eventos da Secretaria de Cultura do Distrito Federal.
O Boi do Teodoro segue as mesmas tradições dos grupos do Maranhão, até mesmo a de servir bebidas - vinho ou bebidas quentes - aos participantes durante as apresentações. Só não é oferecido nada às crianças, destaca Tarquínio, um dos coordenadores do grupo.
Em agosto, no dia 17, será encenada a morte do boi, na quadra 15 de Sobradinho, onde fica a sede do Boi do Teodoro.
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