“Eu Sou o Rocky” recebe elogios da crítica antes da estreia no Brasil
O filme Eu Sou o Rocky estreia em 19 de novembro de 2026. A obra retrata a luta de Sylvester Stallone para estrelar o clássico de 1976 e encanta críticos.
MUNDO - “Eu Sou o Rocky”, filme que reconta os bastidores da criação de “Rocky: Um Lutador”, recebeu uma avaliação bastante positiva do crítico Peter Hammond, do Deadline. Para ele, a produção dirigida por Peter Farrelly consegue recuperar parte da força emocional do clássico de 1976 enquanto apresenta a história de como Sylvester Stallone lutou para transformar seu roteiro em um filme e, principalmente, para interpretar o protagonista.
Um dos principais elogios de Hammond foi para Anthony Ippolito, responsável por viver Stallone durante o período em que o ator ainda era um desconhecido em Hollywood. Na crítica, o jornalista afirmou que chegou a não reconhecer Ippolito como o próprio Stallone e comparou sua atuação à impressão de que o filme tivesse usado tecnologia de rejuvenescimento digital.
O crítico, no entanto, faz questão de destacar que a semelhança não se resume à aparência. Para Hammond, Ippolito consegue incorporar o jovem Stallone de maneira convincente e entrega uma interpretação que vai além de uma simples imitação.
A história antes de Rocky virar um clássico
“Eu Sou o Rocky” volta aos anos 1970 para acompanhar Stallone antes da fama. Na época, o ator enfrentava dificuldades para conseguir trabalhos e sobreviver em Hollywood. A situação começou a mudar quando ele escreveu o roteiro de “Rocky” e decidiu que só venderia a história se pudesse interpretar o personagem principal.
Essa escolha se tornou o centro da batalha retratada pelo filme. De acordo com Hammond, a produção mostra Stallone recusando ofertas cada vez maiores para abrir mão do papel, mantendo a exigência mesmo quando ainda não tinha o prestígio necessário para fazer esse tipo de imposição aos estúdios.
A história acompanha desde os trabalhos que o ator aceitava para continuar tentando a carreira até o momento em que ele encontra inspiração para escrever “Rocky” depois de assistir a uma luta de Muhammad Ali. Segundo a crítica, o roteiro do filme apresenta a ideia sendo escrita por Stallone em poucos dias e posteriormente levada aos produtores Irwin Winkler e Robert Chartoff.
O longa também recria momentos curiosos da trajetória do ator, como a participação em um filme erótico e o encontro com o cachorro Butkus, além de sua relação com Sasha Czack, interpretada por AnnaSophia Robb.
A partir daí, a história passa a acompanhar a tentativa de levar “Rocky” para as telas em meio à desconfiança dos executivos de Hollywood. O problema não era apenas convencer o estúdio a produzir um filme de boxe, mas também aceitar Stallone como protagonista.
Crítica destaca bastidores da produção
Para Hammond, um dos méritos de “Eu Sou o Rocky” está justamente em não transformar a história apenas em uma biografia convencional. O filme também funciona como uma representação dos bastidores de Hollywood e das dificuldades envolvidas na realização de uma produção cinematográfica.
A crítica destaca, por exemplo, uma sequência ambientada em uma fábrica de processamento de carne na Filadélfia, onde a equipe precisa esconder equipamentos e integrantes da produção depois de perceber que poderia ter problemas por estar filmando sem autorização.
Outro momento citado é a recriação da famosa corrida pelas escadarias da Filadélfia. A sequência também serve para mostrar o uso da Steadicam, equipamento que se tornaria importante na linguagem cinematográfica e que foi utilizado na produção original de “Rocky”.
Hammond também reservou elogios para o elenco que interpreta figuras importantes da história do clássico. Keki Seto vive Talia Shire, enquanto Stephan James interpreta Carl Weathers, responsável por dar vida a Apollo Creed no filme de 1976.
Uma cena de Rocky que ganha novo significado
Entre os momentos que mais impressionaram o crítico está a recriação da cena em que Mickey, interpretado no novo filme por Robert Morgan, finalmente aceita treinar Rocky.
Segundo Hammond, a sequência inicialmente não funcionava como o diretor John Avildsen esperava. A solução teria vindo do próprio Stallone, que improvisou uma tomada de cerca de cinco minutos para aumentar a carga emocional da cena.
Na avaliação do crítico, Ippolito consegue reproduzir essa situação de maneira especialmente convincente. Hammond afirmou que sua atuação chegou a fazê-lo chorar durante a sessão.
Para o jornalista, esse tipo de momento ajuda “Eu Sou o Rocky” a estabelecer uma ligação com o filme original, mesmo contando uma história que acontece antes de Rocky chegar aos cinemas.
Filme chega ao Brasil em novembro
“Eu Sou o Rocky” é dirigido por Peter Farrelly, vencedor do Oscar de Melhor Filme por “Green Book: O Guia”, e tem roteiro de Peter Gamble. Além de Anthony Ippolito, o elenco reúne AnnaSophia Robb, Matt Dillon, Stephan James, Toby Kebbell, P.J. Byrne, Jay Duplass e Robert Morgan.
A produção chega aos cinemas brasileiros em 19 de novembro de 2026, pela Diamond Films. O lançamento acontece no ano em que “Rocky: Um Lutador” completa 50 anos.
O filme original foi lançado em 1976, recebeu dez indicações ao Oscar e venceu o prêmio de Melhor Filme. A nova produção, em vez de voltar ao ringue, pretende mostrar a luta que aconteceu antes dele: a de um ator desconhecido tentando convencer Hollywood de que ele era a pessoa certa para interpretar o personagem que havia criado.
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