“Meu Idol é Meu Chefe” ganha olhar do elenco sobre fãs, romance e sucesso dos k-dramas
O elenco de Meu Idol é Meu Chefe revela bastidores, desafios das comédias românticas e como a cultura coreana conquista o mundo em nova entrevista.
MUNDO - A fantasia de se aproximar do próprio idol favorito ganha novos contornos em “Meu Idol é Meu Chefe”. Disponível no Viki e baseado no webtoon homônimo de Seong Eun, o k-drama acompanha Nam Da-reum, uma fã que acaba trabalhando na mesma empresa que Lee Chan, o artista que admira. A partir daí, a relação entre os dois começa a ultrapassar os limites da admiração de fã.
Em entrevista ao Omelete, os protagonistas Kim Hye-jun, Cha Woo-min e Kang Hoon falaram sobre a dinâmica entre os personagens, os desafios de interpretar uma comédia romântica e o que, na visão deles, faz esse tipo de história continuar conquistando o público.
Para Cha Woo-min, que interpreta Lee Chan, uma das partes mais importantes da história é justamente a transformação da relação entre fã e idol. O ator explicou que procurou mostrar como os dois passam a construir uma relação em que conseguem se apoiar e agir com mais naturalidade um diante do outro.
O trabalho também marcou a primeira experiência de Woo-min como protagonista de uma comédia romântica. Em conversa com o Omelete, ele contou que uma das coisas que mais o atraiu no roteiro foi o fato de conseguir rir sozinho enquanto fazia a leitura. Durante as gravações, o ator também se preocupou em criar proximidade com os colegas de elenco para que Lee Chan fosse visto não apenas como um astro, mas como uma pessoa comum por trás da imagem pública.
Entre o idol e a pessoa por trás dele
Para Kim Hye-jun, a trajetória de Nam Da-reum passa justamente pela dificuldade de separar a imagem que ela construiu do idol dos sentimentos que desenvolve pela pessoa que conhece de verdade.
A atriz contou ao Omelete que queria mostrar esse processo de descoberta. Da-reum começa enxergando Lee Chan principalmente como seu idol, mas aos poucos passa a perceber que seu carinho está relacionado também aos valores e à personalidade dele. A situação ganha um elemento de fantasia que costuma fazer parte do imaginário de quem acompanha artistas de perto: a possibilidade de trabalhar ao lado da própria celebridade favorita.
“É aquele tipo de história que qualquer pessoa que já foi fã de verdade já imaginou pelo menos uma vez”, afirmou Hye-jun na entrevista.
A atriz também falou sobre o desafio de alternar entre personagens muito diferentes. Enquanto em “Meu Idol é Meu Chefe” ela vive uma protagonista de comédia romântica, em “A Shop for Killers 2” interpreta uma personagem de perfil bastante diferente. Para Hye-jun, justamente por ter uma personalidade mais reservada na vida real, atuar se tornou uma oportunidade de experimentar comportamentos e situações que dificilmente viveria fora das telas.
O triângulo amoroso também muda ao longo da história
A relação entre Da-reum e Lee Chan não é o único romance em transformação na trama. Kang Hoon interpreta Kang Ha-gi, personagem que inicialmente acredita que Da-reum gosta dele e acaba se envolvendo emocionalmente com ela.
Segundo o ator, os sentimentos de Ha-gi começam a aparecer antes mesmo de ele perceber o que está acontecendo. O personagem passa da ilusão de ser correspondido para o reconhecimento de que realmente está apaixonado e, depois, precisa lidar com o próprio medo de amar.
Kang Hoon explicou ao Omelete que preferiu trabalhar essas emoções a partir das atitudes do personagem, especialmente aquelas reações que surgem de forma espontânea quando alguém está apaixonado. Para ele, acompanhar essa mudança também foi importante para entender a transformação da relação entre Ha-gi e Da-reum.
Por que os romances no trabalho continuam fazendo sucesso?
“Meu Idol é Meu Chefe” também segue uma fórmula bastante conhecida dos k-dramas: colocar o romance dentro do ambiente profissional. Para os atores, porém, a familiaridade do cenário pode ser justamente uma das razões para o gênero continuar funcionando.
Cha Woo-min citou “Fight for My Way” como uma de suas referências favoritas. Já Kang Hoon mencionou “O Amor Pode Ser Traduzido?” como uma produção recente que o conquistou pela forma como seus personagens eram retratados.
Hye-jun lembrou ainda de “Ela Era Linda”, destacando a maneira leve como a produção equilibrava humor e romance e trabalhava a relação da protagonista com a própria autoestima.
Para Kang Hoon, existe uma contradição interessante no romance dentro do trabalho. O ambiente profissional faz parte da rotina de muitas pessoas, mas dificilmente é um lugar associado a encontros românticos perfeitos. Transformar essa realidade em uma história leve permite que o público reconheça situações do cotidiano enquanto acompanha uma fantasia que dificilmente aconteceria daquela maneira na vida real.
É justamente essa mistura entre familiaridade e escapismo que ajuda a explicar a força das comédias românticas no gênero.
Elenco percebe mudanças com o sucesso internacional dos k-dramas
A popularidade dos dramas coreanos fora da Coreia do Sul também apareceu na conversa com o Omelete. Kang Hoon afirmou que percebe uma preocupação maior, nos bastidores, em pensar no público internacional durante o desenvolvimento das produções.
Segundo o ator, diretores e intérpretes trocam mais ideias sobre cenas capazes de alcançar espectadores de diferentes países. Ao mesmo tempo, ele acredita que ainda existe muito da cultura sul-coreana que pode ser apresentado ao público estrangeiro.
Entre os elementos que gostaria de ver mais presentes nas produções, Hoon citou as quatro estações do país, o hanbok, a etiqueta tradicional e a culinária.
Para o elenco, portanto, o alcance internacional dos k-dramas não significa apenas encontrar histórias que funcionem em diferentes lugares. Também existe a possibilidade de levar aspectos da cultura coreana para espectadores que chegaram ao gênero inicialmente por meio de romances, comédias ou histórias de fantasia.
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