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Blue Lock chega aos cinemas com protagonista que passou 1 ano e meio treinando futebol

Fumiya Takahashi passou 18 meses treinando para viver Yoichi Isagi em Blue Lock. O filme live-action da obra chegou aos cinemas brasileiros nesta quinta.

Na Mira

- Atualizada em 11/09/2026 às 14h12
Blue Lock chega aos cinemas com protagonista que passou 1 ano e meio treinando futebol.
Blue Lock chega aos cinemas com protagonista que passou 1 ano e meio treinando futebol. (Reprodução)

MUNDO - Para viver Yoichi Isagi em “Blue Lock”, Fumiya Takahashi precisou aprender a fazer em campo aquilo que seu personagem já fazia com naturalidade. Sem experiência anterior com futebol, o ator passou cerca de um ano e meio em treinamento intensivo antes das filmagens da adaptação live-action, que chegou aos cinemas brasileiros nessa quinta-feira (10).

A preparação começou pouco depois de Takahashi receber o convite para protagonizar o longa. Em depoimento publicado no site oficial do projeto, o ator contou que o esporte passou a fazer parte de sua rotina durante o processo e que a preocupação em corresponder às expectativas de quem confiou nele acompanhou toda a produção.

“Recebi a proposta há cerca de três anos e sou muito grato ao produtor Shinzo Matsuhashi por confiar em mim, mesmo sem nenhuma experiência com futebol”, afirmou Takahashi. Segundo ele, o desejo de não decepcionar a equipe e os fãs fez com que “Blue Lock” permanecesse em sua cabeça durante todo o período de preparação e gravações.

O produtor Shinzo Matsuhashi também destacou o esforço do ator. Para ele, a escolha de Takahashi não levou em conta apenas a capacidade de interpretar Isagi, mas também características pessoais que lembravam o protagonista, como sinceridade, força mental, gentileza e liderança.

“Depois, ele passou por um ano e meio de treinamento intensivo de futebol antes das filmagens e desempenhou o papel de forma brilhante”, afirmou Matsuhashi.

O que esperar de Blue Lock

Baseado no mangá de Muneyuki Kaneshiro e Yusuke Nomura, publicado desde 2018, “Blue Lock” ganhou uma adaptação em anime em 2022 e rapidamente se tornou um dos títulos esportivos mais conhecidos dos últimos anos.

A história começa depois da eliminação do Japão na Copa do Mundo de 2018. Para tentar mudar o futuro da seleção, a União Japonesa de Futebol cria o Blue Lock, um centro de treinamento que reúne 300 jovens atacantes em uma disputa pelo posto de melhor goleador do país.

A proposta parte de Jinpachi Ego, um treinador excêntrico que acredita que o Japão precisa de um atacante capaz de colocar o próprio ego acima de qualquer outra coisa para decidir uma partida. A partir daí, os jogadores passam a competir entre si em uma seleção cada vez mais acirrada.

No live-action, essa premissa permanece praticamente intacta. Isagi, Nagi, Bachira e Kunigami chegam às telas mantendo características visuais e comportamentais reconhecíveis para quem já acompanha a franquia.

E esse talvez seja um dos maiores desafios de uma adaptação desse tipo. “Blue Lock” não é exatamente uma obra conhecida pelo realismo. Os jogadores têm habilidades exageradas, as partidas são acompanhadas por discursos intensos sobre talento e ego e os chamados momentos de despertar fazem parte da identidade do anime.

Em vez de tentar esconder essas características, o filme abraça boa parte delas. Os diálogos mais exagerados, as jogadas pouco convencionais e até algumas das situações que se tornaram motivo de brincadeira entre os fãs permanecem na adaptação.

Um live-action que entende o material original

Adaptar um mangá ou anime para atores reais costuma exigir um equilíbrio delicado. O que funciona em uma animação pode parecer artificial quando levado para o mundo real, principalmente quando a obra original aposta em exageros visuais e comportamentais.

“Blue Lock”, porém, parece entender que eliminar completamente esses elementos significaria também perder parte do que tornou a franquia tão popular.

A direção de Yûsuke Taki mantém justamente essa identidade. O filme não tenta transformar a história em um drama esportivo convencional, mas leva para as telas a rivalidade, o humor e a intensidade que já fazem parte da franquia.

O resultado é uma adaptação que conversa principalmente com quem já conhece “Blue Lock”, mas também pode funcionar como uma porta de entrada para novos espectadores interessados em descobrir por que a história de Isagi e seus rivais conquistou tantos fãs.

Além de Takahashi, o elenco reúne nomes como Masataka Kubota (“Tokyo Ghoul”), Kaito Sakurai (“Oshi No Ko”) e Kyohei Takahashi (“And Yet, You Are So Sweet”).

A direção é de Yûsuke Taki, com roteiro de Tesuo Kamata. A produção foi desenvolvida em parceria entre CK Works, Credeus e Kôdansha, com distribuição da Sato Company no Brasil.

Para uma franquia que já ganhou anime, filmes derivados e uma enorme base de fãs, a chegada do live-action aos cinemas representa mais uma tentativa de levar o universo de “Blue Lock” para além das páginas do mangá e das telas da animação.

Veja trailer de Blue Lock

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