MUNDO - Dolly Parton deixou uma última música para o futuro. Antes de morrer, aos 80 anos, a cantora gravou uma canção inédita e a colocou em uma cápsula do tempo no Dollywood's DreamMore Resort, no Tennessee, nos Estados Unidos. A gravação de "My Place in History" só poderá ser retirada da caixa em 2046, ano em que a artista completaria 100 anos.
A existência da música foi revelada pela própria Dolly em 2022, durante uma participação no programa The Kelly Clarkson Show. Na ocasião, a cantora contou que havia escrito e gravado a faixa especialmente para ser preservada para as próximas gerações.
"Você não tem ideia de como isso me incomodou. Quero muito desenterrá-la. É uma música muito boa", disse Parton à apresentadora.
A cantora chegou a demonstrar preocupação com a conservação da gravação e revelou que colocou equipamentos dentro da cápsula para garantir que a música pudesse ser reproduzida no futuro. O material inclui uma gravação em CD e aparelhos para que ela possa ser ouvida quando a caixa finalmente for aberta.
Cápsula do tempo foi criada por Dolly Parton
A chamada "Dream Box" faz parte do Dollywood's DreamMore Resort e permanece exposta em uma vitrine no local. A própria Dolly criou a caixa para guardar objetos relacionados à sua trajetória e memórias importantes de sua vida.
De acordo com o site oficial de Dolly Parton, entre os itens colocados na caixa estão uma cópia do livro Dream More: Celebrate the Dreamer in You, um pedaço de madeira da varanda da casa onde a cantora cresceu no Tennessee e uma música escrita especialmente para o futuro.
A caixa também guarda um compartimento secreto de madeira de castanheira, relacionado ao tio da cantora, Bill Owens, que teve papel importante no início de sua carreira.
Embora algumas publicações tenham associado a abertura da cápsula ao ano de 2045, informações mais recentes apontam que a caixa será aberta em 19 de janeiro de 2046, data em que Dolly Parton completaria 100 anos.
Dolly queria ouvir a própria música antes da abertura
A espera pela abertura da cápsula parecia incomodar a própria cantora. Em entrevistas, Dolly brincou sobre a possibilidade de não estar viva quando a música finalmente fosse revelada e chegou a dizer que gostaria de abrir a caixa antes do prazo.
Ela também tinha receio de que a gravação não resistisse às décadas de espera. A preocupação era de que o material se deteriorasse antes que a tecnologia e os equipamentos necessários para reproduzi-lo pudessem ser utilizados.
A música foi concebida como uma espécie de mensagem de Dolly para o futuro e, após sua morte, ganhou um significado ainda mais simbólico dentro da trajetória da artista.
Dolly Parton morreu aos 80 anos
Dolly Parton morreu na terça-feira (25), aos 80 anos. A morte foi confirmada pela família e ocorreu após uma breve batalha contra o câncer, segundo informações divulgadas pela equipe da cantora.
Uma das maiores estrelas da música country, Dolly construiu uma carreira de mais de seis décadas e se tornou um ícone da cultura pop. Com milhares de músicas no catálogo, transitou pelo country, pop, bluegrass e outros gêneros, além de atuar no cinema e na televisão.
Entre seus maiores sucessos estão "Jolene" e "I Will Always Love You", canções que ganharam novas versões nas vozes de artistas de diferentes gerações. "Jolene", por exemplo, foi regravada por nomes como The White Stripes, Olivia Newton-John e Miley Cyrus, além de ter recebido uma nova interpretação de Beyoncé no álbum Cowboy Carter, de 2024.
Dolly também manteve parcerias com artistas de diferentes gerações. No álbum Rockstar, lançado em 2023, cantou ao lado de nomes como P!nk, Lizzo e Miley Cyrus.
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