Polêmica

Associação acusa dona do Globo de Ouro de fraude na compra

Entidade pede indenização de US$ 150 milhões e quer anular a negociação concluída em 2023.

Na Mira

Atual controladora do Globo de Ouro nega as acusações e afirma que a aquisição foi legal.
Atual controladora do Globo de Ouro nega as acusações e afirma que a aquisição foi legal. (Foto: Divulgação)

LOS ANGELES – A Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood (HFPA) entrou com uma ação judicial contra a Penske Media, atual controladora do Globo de Ouro, acusando a empresa de ter promovido um boicote à premiação para reduzir seu valor de mercado e facilitar sua aquisição. O processo foi protocolado nesta terça-feira (28) na Califórnia.

Segundo a ação, a associação alega que a empresa teria articulado uma estratégia para enfraquecer a credibilidade da premiação antes da compra, concluída em 2023. A HFPA pede uma indenização de US$ 150 milhões e solicita a anulação da negociação, alegando fraude e práticas anticoncorrenciais. A Penske Media nega as acusações.

O Globo de Ouro passou por uma série de mudanças nos últimos anos após enfrentar críticas relacionadas à falta de diversidade entre seus membros e questionamentos sobre transparência. Em 2023, a premiação deixou de ser administrada pela HFPA e passou ao controle da Dick Clark Productions, empresa pertencente à Penske Media em parceria com a Eldridge Industries.

Associação aponta esquema para controlar a premiação

Na denúncia, a HFPA afirma que a Penske Media utilizou sua influência sobre veículos especializados em entretenimento para ampliar a crise de imagem enfrentada pelo Globo de Ouro e, posteriormente, adquirir a premiação por um valor inferior ao que seria praticado em condições normais.

A associação sustenta que o objetivo era assumir o controle do evento e ampliar a presença da empresa no mercado de premiações, publicidade e cobertura do entretenimento em Hollywood.

Empresa nega acusações

Em nota, a Penske Media afirmou que a compra do Globo de Ouro foi concluída legalmente há mais de três anos e recebeu todas as aprovações necessárias. A empresa também declarou que não existe fundamento jurídico para reverter a transação.

A companhia ressaltou ainda que, desde a aquisição, promoveu mudanças na estrutura da premiação, como a ampliação do número de votantes e medidas voltadas ao aumento da diversidade entre os membros responsáveis pela escolha dos vencedores.

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