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Do kilt ao uísque: veja curiosidades sobre a Escócia, adversária do Brasil na Copa

Terra da gaita de fole, dos castelos e de uma das rivalidades mais intensas do futebol europeu, país enfrenta a Seleção nesta quarta-feira.

Na Mira

Atualizada em 24/06/2026 às 13h35
Do kilt ao uísque: veja curiosidades sobre a Escócia, adversária do Brasil na Copa.
Do kilt ao uísque: veja curiosidades sobre a Escócia, adversária do Brasil na Copa. (Divulgação / Fenway Park / Jogada10)

MUNDO - Enquanto a bola rola entre Brasil e Escócia pela Copa do Mundo nesta quarta-feira (24), muitos torcedores conhecem pouco sobre o país que estará do outro lado do campo. Com pouco mais de 5 milhões de habitantes, a nação que integra o Reino Unido carrega tradições centenárias, símbolos culturais reconhecidos em todo o mundo e uma identidade que vai muito além do futebol.

Embora a seleção escocesa nunca tenha ultrapassado a primeira fase de uma Copa do Mundo, o país mantém uma relação intensa com o esporte. Ao mesmo tempo, é conhecido internacionalmente por elementos como o kilt, a gaita de fole, a produção de uísque e a paixão por esportes tradicionais britânicos.

O país da famosa "saia" masculina

Um dos símbolos mais conhecidos da Escócia é o kilt, peça tradicional masculina confeccionada em tecido xadrez.

Usado há séculos, o traje surgiu como uma forma de proteção contra o frio das Terras Altas escocesas e acabou se transformando em um importante símbolo de identidade nacional. Durante o século XVIII, chegou a ser proibido pelo governo britânico após a Batalha de Culloden, numa tentativa de enfraquecer a cultura local.

A medida não durou para sempre. Com o passar dos anos, o kilt voltou a ganhar força e hoje é usado em casamentos, cerimônias e eventos oficiais.

Outro elemento fortemente associado ao país é a gaita de fole.

Embora o instrumento não tenha surgido originalmente em território escocês, foi na Escócia que ele se tornou um dos principais símbolos culturais. Historicamente, seu som era utilizado para orientar tropas em batalhas e cerimônias militares. Atualmente, apresentações de gaita de fole fazem parte de festivais, desfiles e celebrações tradicionais espalhadas pelo país.

Muito além do uísque

Quando se fala em bebida escocesa, o uísque costuma ser a primeira referência. A produção local é considerada uma das mais tradicionais do mundo e movimenta uma indústria bilionária.

Apesar da fama internacional da bebida destilada, a cerveja ocupa um espaço importante no cotidiano dos escoceses. Pubs e bares fazem parte da vida social do país, e uma prática bastante comum é o chamado "half and half", combinação que reúne uma dose de uísque e um copo de cerveja.

Futebol divide espaço com outros esportes

Embora o futebol seja popular, ele não reina sozinho na Escócia. O rúgbi possui grande tradição e frequentemente mobiliza torcedores em competições internacionais. O país também reivindica o título de berço do golfe moderno, esporte que continua atraindo milhares de praticantes e turistas todos os anos.

Mesmo assim, poucas rivalidades esportivas no mundo são tão intensas quanto a que envolve os clubes Celtic e Rangers, de Glasgow. O confronto entre as equipes ultrapassa o futebol e carrega aspectos históricos, religiosos e sociais.

Um adversário que cresceu admirando o Brasil

Apesar da rivalidade dentro de campo, a Seleção Brasileira desperta admiração entre muitos escoceses.

O técnico Steve Clarke já declarou que suas primeiras lembranças de Copa do Mundo envolvem o Brasil tricampeão de 1970, considerado por muitos uma das maiores equipes da história do futebol.

Entre jogadores e torcedores, a Seleção continua sendo vista como um dos símbolos do Mundial. Nesta quarta-feira (24), porém, a admiração ficará de lado por 90 minutos. Pelo menos até o apito final.

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