Brasileira é condenada por perseguir Jung Kook, do BTS, e será deportada da Coreia do Sul
Justiça sul-coreana considerou que fã descumpriu medidas judiciais e perseguiu o artista repetidamente, chegando a tocar a campainha de sua residência 133 vezes em uma única noite.
COREIA DO SUL - Uma brasileira foi condenada pela Justiça da Coreia do Sul a um ano de prisão, com suspensão da pena por dois anos, após perseguir Jung Kook, integrante do BTS. Além da condenação, ela deverá ser deportada do país após a conclusão dos procedimentos judiciais.
A decisão foi proferida pelo juiz Park Ji-won, do Tribunal Distrital Ocidental de Seul. A mulher foi considerada culpada por violar a Lei Antiperseguição sul-coreana e por invasão de propriedade.
Segundo as investigações, a brasileira perseguiu o cantor durante várias semanas e chegou a comparecer à residência dele pelo menos 22 vezes em cerca de um mês. Em uma das ocasiões, ela tocou a campainha da casa de Jung Kook 133 vezes durante a noite, além de deixar cartas, fotografias e materiais impressos na entrada do imóvel.
Tentativa de invasão e descumprimento de medidas judiciais
A mulher foi inicialmente detida em dezembro do ano passado após seguir um entregador de comida e tentar entrar na propriedade do artista sem autorização.
Após a primeira abordagem policial, ela foi liberada sob a condição de não voltar a se aproximar do cantor. No entanto, segundo o tribunal, a determinação foi ignorada.
Mesmo após receber uma medida emergencial que a proibia de chegar a menos de 100 metros da residência de Jung Kook ou estabelecer qualquer forma de contato, ela retornou ao local e voltou a deixar objetos nas proximidades da casa.
Na sentença, a Justiça destacou que a ré persistiu na conduta mesmo após as advertências das autoridades.
“A ré cometeu o crime mesmo depois de ter sido libertada na sequência de um aviso policial, não cumpriu as medidas de emergência e a vítima exige uma punição severa”, afirma a decisão judicial divulgada pela imprensa sul-coreana.
Apesar da gravidade do caso, o tribunal levou em consideração que não houve tentativa de agressão física ao artista e que a invasão não alcançou as áreas internas da residência. Esses fatores contribuíram para a suspensão da pena de prisão.
Fã dizia acreditar que era “alma gêmea” do cantor
Nas redes sociais, Daliane Ferreira, que se identifica como a mulher envolvida no caso, afirmava acreditar que mantinha uma conexão espiritual e sentimental com Jung Kook, apesar de nunca ter tido contato pessoal com o cantor ou qualquer tipo de contato sequer.
Em publicações e vídeos, ela descrevia o artista como sua “alma gêmea” e dizia acreditar que ambos compartilhavam sentimentos e emoções à distância.
“Ele deve estar deprimido lá porque um sente o outro, a alma gêmea. O vazio que você sente não pode ser preenchido se não for pela sua alma gêmea”, afirmou em uma das declarações divulgadas nas redes sociais.
Família relatou preocupação com saúde mental
Após a prisão da brasileira, familiares concederam entrevistas demonstrando preocupação com seu estado de saúde mental.
Segundo parentes ouvidos pelo g1, a jovem viajou sozinha para a Coreia do Sul sem comunicar a família e já havia recebido diagnóstico de transtorno mental anos antes.
Um familiar afirmou que a situação gerou angústia durante meses.
“A gente não teve Natal, Ano Novo, nada. Ficamos o tempo todo pensando nela, sozinha e sem a medicação necessária”, relatou.
Outra parente revelou que a jovem foi levada a um psiquiatra em 2021 após apresentar comportamentos considerados preocupantes. Segundo a família, a expectativa é que a deportação facilite o acompanhamento médico e o convívio familiar no Brasil.
Jung Kook enfrenta histórico de perseguições
O caso da brasileira não é um episódio isolado. Nos últimos anos, Jung Kook tem enfrentado diversos problemas relacionados à invasão de privacidade e perseguição de fãs.
Em agosto do ano passado, uma mulher de 40 anos também foi presa após tentar invadir a residência do artista. Na época, o integrante do BTS revelou que acompanhou a ação pelas câmeras de segurança instaladas no imóvel.
“Eu estava assistindo a tudo pelo circuito interno de segurança. Ouvi a polícia chegando e então a vi correndo pelo estacionamento subterrâneo tentando abrir a porta”, relatou o cantor.
Jung Kook também alertou que continuará denunciando às autoridades qualquer tentativa de invasão ou perseguição.
Após os episódios recorrentes, a agência BIGHIT MUSIC reforçou os protocolos de segurança para proteger o artista e combater ações que coloquem em risco sua privacidade.
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