Cinema

"Retorno a Buenos Aires" representa o Brasil na disputa pelo Leão de Ouro

Longa dirigido por Marco Bechis reúne elenco brasileiro e argentino e disputa o principal prêmio do cinema em Veneza.

Na Mira

"Retorno a Buenos Aires" aborda os impactos da ditadura militar argentina e integra a competição oficial do festival.
"Retorno a Buenos Aires" aborda os impactos da ditadura militar argentina e integra a competição oficial do festival. (Foto: divulgação)

VENEZA – O filme "Retorno a Buenos Aires", dirigido por Marco Bechis, está na disputa pelo Leão de Ouro, principal prêmio do Festival Internacional de Cinema de Veneza. Coproduzido por Brasil e Itália, o longa é inspirado em experiências vividas pelo próprio diretor durante a ditadura militar argentina e integra a seleção oficial da competição deste ano.

Longa retrata julgamento de crimes da ditadura

A trama acompanha Mariano Guerra, personagem interpretado por Adriano Giannini, que retorna à Argentina para depor no julgamento de militares responsáveis por seu sequestro e pelas torturas que sofreu durante o regime militar.

O elenco reúne ainda os brasileiros Paula Cohen e Eduardo Hoy, além das atrizes argentinas Ana Celentano, Vero Gerez e Olivia Nuss.

Produção reúne empresas do Brasil e da Itália

O filme é resultado de uma coprodução entre a brasileira 34 Filmes e as italianas Fandango, 39Films, Karta Film e Rai Cinema.

Para a produtora Cibele Amaral, a presença do longa na disputa pelo Leão de Ouro representa um importante reconhecimento para o audiovisual brasileiro.

"É um sonho! [É] aquele reconhecimento pelo qual a gente sempre espera nessa jornada do audiovisual brasileiro. O Distrito Federal tem um cinema potente, já alcançou feitos grandiosos e esse é inédito e nos enche de orgulho. É uma conquista de políticas públicas, como o Fundo Setorial do Audiovisual, do Conexão Cultura, da nossa presença constante nos mercados de audiovisual do mundo, da nossa persistência e resiliência", comemorou.

Participação reforça visibilidade do cinema brasileiro

Segundo Cibele Amaral, a seleção para o Festival de Veneza amplia a visibilidade internacional da produção nacional e evidencia o potencial do cinema produzido fora dos grandes centros do país.

"O peso simbólico dessa conquista é mostrar a diversidade do nosso cinema, a competência da nossa produção e o sucesso das políticas públicas que passaram a enxergar a Conne [região Centro-Oeste, Norte e Nordeste] como uma oportunidade e não um peso. Somos um sucesso", completa.

Ela também destacou a importância do Festival de Veneza no circuito internacional do cinema, lembrando que, ao lado dos festivais de Cannes e Berlim, o evento costuma projetar produções que posteriormente disputam espaço nas principais premiações do audiovisual mundial.

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