PORTO ALEGRE – O jornalista Carlos Henrique Esquivel Bastos morreu nesta terça-feira (21), aos 91 anos, em Porto Alegre (RS). Ele estava internado devido a complicações cardíacas e renais. Com uma trajetória de mais de sete décadas na imprensa, Bastos se consolidou como um dos principais nomes da cobertura política no Rio Grande do Sul e no Brasil.
Carreira marcou o jornalismo político
Carlos Bastos iniciou a carreira em 1955 e passou por importantes veículos de comunicação, entre eles o jornal Zero Hora, a Rádio Gaúcha, a TV Gaúcha e a Rede Globo. Na emissora, participou do lançamento do Jornal Nacional, em 1969.
Além da atuação nas redações, também exerceu funções na comunicação pública. Foi superintendente de Comunicação Social da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e secretário de Comunicação durante o governo estadual de Alceu Collares.
Autoridades e entidades lamentam a morte
A morte do jornalista repercutiu entre autoridades, colegas de profissão e entidades representativas da categoria. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, prestou homenagem ao profissional nas redes sociais.
"Recebi com tristeza a notícia da morte do jornalista Carlos Henrique Esquivel Bastos, aos 91 anos, uma das maiores referências da imprensa gaúcha. Ao longo de décadas de atuação, testemunhou e ajudou a registrar alguns dos momentos mais marcantes da história política do Rio Grande do Sul e do Brasil, sempre com a dedicação de quem compreendia o jornalismo como um serviço à sociedade", escreveu.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SindJoRS) também lamentou a perda e destacou a contribuição de Bastos para o jornalismo brasileiro. "Carlos Bastos: o jornalismo gaúcho perde um de seus grandes mestres", lamentou o sindicato. A entidade ainda ressaltou a trajetória do jornalista. "Carlos Henrique Esquivel Bastos foi um dos maiores nomes da imprensa gaúcha e uma das maiores referências do jornalismo político brasileiro. Repórter, editor, colunista e gestor de comunicação pública, formou gerações de jornalistas e conquistou o respeito de profissionais de diferentes correntes políticas e editoriais. Sua credibilidade foi construída pela independência, pela seriedade e pela convicção de que o jornalismo é um serviço essencial à democracia."
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