Filme brasileiro

Atriz que interpreta Elize Matsunaga critica glamourização da criminosa

Longa dirigido por Felipe Vellas explora os conflitos do relacionamento que antecedeu a morte de Marcos Matsunaga em 2012.

Na Mira

"Elize: Sombras de Uma Mulher" estreia na quarta-feira (22) e revisita, pela ficção, um dos casos criminais mais conhecidos do país.
"Elize: Sombras de Uma Mulher" estreia na quarta-feira (22) e revisita, pela ficção, um dos casos criminais mais conhecidos do país. (Foto: divulgação)

BRASIL - A atriz Lorena Comparato, protagonista de "Elize: Sombras de Uma Mulher", novo filme da Netflix inspirado no caso Elize Matsunaga, afirmou que se incomoda com a forma como parte do público transformou a condenada pelo assassinato do empresário Marcos Matsunaga em uma figura de fascínio. Segundo a atriz, a produção não pretende romantizar a personagem, mas provocar reflexões sobre violência, poder e relações abusivas.

Em entrevista para divulgar o longa, Lorena disse que considera preocupante o interesse excessivo em torno de criminosos e ressaltou que o filme busca apresentar uma narrativa mais complexa do caso, sem exaltar ou justificar os atos da protagonista. Para ela, o foco da obra está nas circunstâncias que envolvem a história e nos debates que ela desperta.

Filme propõe um olhar além do crime

Com estreia marcada para esta semana na Netflix, "Elize: Sombras de Uma Mulher" acompanha a trajetória de Elize Matsunaga desde sua juventude até o relacionamento com o empresário Marcos Matsunaga, morto em 2012. A produção utiliza elementos da ficção para abordar os conflitos vividos pela personagem e discutir temas como violência doméstica, desigualdade de poder e controle psicológico.

O longa é dirigido por Felipe Vellas e tem roteiro de Raphael Montes e Mariana Torres. Além de Lorena Comparato, o elenco reúne Henrique Kimura, Denise Weinberg, Miwa Yanagizawa e Julia Shimura.

Atriz defende debate sem romantização

Durante a entrevista, Lorena Comparato destacou que interpretar Elize exigiu um trabalho cuidadoso para evitar qualquer tipo de glamourização da personagem. Segundo a atriz, histórias baseadas em crimes reais precisam ser tratadas com responsabilidade, especialmente pelo impacto que tiveram na vida das vítimas e de seus familiares.

Para ela, o objetivo do filme é ampliar a discussão sobre questões sociais presentes no caso, e não transformar a condenada em protagonista de uma narrativa heroica ou admirável.

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