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Polícia Legislativa impede ato com bandeira LGBTQIA+ no Congresso Nacional

Ativistas dizem que policiais legislativos impediram a exibição de bandeira de 50 metros.

Na Mira

Atualizada em 28/06/2026 às 17h39
Deputado distrital Fábio Felix informou que solicitará esclarecimentos sobre a abordagem
Deputado distrital Fábio Felix informou que solicitará esclarecimentos sobre a abordagem (Foto: Grupo Estruturação/Divulgação)

BRASÍLIA – Ativistas LGBTQIA+ afirmaram ter sido impedidos por policiais legislativos da Câmara dos Deputados de estender uma bandeira do movimento no gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, neste domingo (28), data em que é celebrado o Dia do Orgulho LGBTQIA+. O grupo pretendia realizar um ato pacífico no local e informou que havia comunicado previamente a manifestação.

Segundo os participantes, a bandeira, com cerca de 50 metros de comprimento, foi levada por aproximadamente 20 ativistas. Eles relataram que, logo após o material ser estendido no gramado, policiais legislativos chegaram ao local em viaturas e interromperam a ação.

Ativistas relatam abordagem durante manifestação

De acordo com o ativista Michel Platini, o grupo chegou ao Congresso antes das 10h e não ofereceu resistência durante a abordagem. "A polícia veio de uma forma violenta para gente. Nós nos ajoelhamos e mostramos que estávamos desarmados e que não haveria confronto", afirmou. Platini disse ainda que explicou aos policiais que a bandeira representava a comunidade LGBTQIA+ e simbolizava o orgulho do movimento. "É nosso orgulho em resposta às violências", declarou.

Grupo questiona justificativa para impedir o ato

Segundo Michel Platini, os policiais informaram que a manifestação não possuía autorização. O ativista, no entanto, afirmou que o grupo havia comunicado a realização do ato com mais de 24 horas de antecedência. "A Constituição garante que a gente realize uma manifestação pacífica e a gente informou com mais de 24 horas de antecedência", disse.

O ativista também criticou a atuação dos policiais. "Reprimiram o ato sem justificativa. Eles não pararam os atos antidemocráticos de 8 de janeiro, que promoveram destruição, mas nos pararam porque estávamos com uma bandeira", afirmou.

Entidades pretendem pedir investigação

Michel Platini informou que o Grupo Estruturação e o Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos do Distrito Federal pretendem apresentar uma representação à Câmara dos Deputados para solicitar a investigação da conduta dos policiais legislativos.

Outro participante da manifestação, o designer Rafael Lira, afirmou que o grupo ficou assustado com a presença das viaturas e com a abordagem. "Foi uma confusão que os policiais proporcionaram. Queríamos fazer um ato pacífico em nome da visibilidade de nossa luta", disse.

Ao tomar conhecimento do episódio, o deputado distrital Fábio Felix, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal, informou que pedirá esclarecimentos sobre a atuação dos policiais legislativos.

A assessoria de comunicação da Câmara dos Deputados foi procurada para obter um posicionamento sobre o caso, mas não recebeu resposta até a publicação da reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.

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