Operação

PF desarticula grupo criminoso que atua em garimpos ilegais em Centro Novo do Maranhão

Estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além de cinco mandados de prisão preventiva no Maranhão e Pará.
Imirante.com, com informações da Polícia Federal15/09/2021 às 09h29
Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão nesta quarta. Foto: Divulgação/Polícia Federal

CENTRO NOVO DO MARANHÃO – Uma operação da Polícia Federal foi deflagrada nesta quarta-feira (15) para desarticular uma organização criminosa que atua em garimpos ilegais de ouro na região do município de Centro Novo.

Estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além de cinco mandados de prisão preventiva nos Estados do Maranhão e do Pará, expedidos pela 8ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão, em decorrência de representação da Polícia Federal.

Durante as investigações foi apurado que a organização criminosa tem alto poder econômico e político na região e atua há pelo menos três anos. Os investigados foram os responsáveis pelo desmatamento ilegal de mais de 60 mil hectares de áreas para abertura de garimpos de ouro, sem qualquer autorização dos órgãos competentes, segundo a PF.

Foi verificado também que esses garimpos utilizam cianeto de forma massiva para extração do ouro, além do uso de mercúrio, situação que tem causado grande poluição ambiental, inclusive, do Rio Maracaçumé. O cianeto pode atacar o cérebro e provocar tremores, delírios e alucinações. Também pode provocar parada cardíaca. A vítima desse tipo de envenenamento pode morrer por asfixia ou por falência múltipla de órgãos, assim há grande perigo para população local exposta a este tipo de substância.

Participam das ações de hoje 130 policiais federais, do Maranhão, Pará e Piauí, além do Comando de Operações Táticas (COT), grupo de elite da Polícia Federal sediado em Brasília (DF).

Curimã é a terra barrenta produzida durante o processo de extração tradicional de ouro. É a terra que sobra após um primeiro processo de garimpo. A operação foi batizada de Curimã porque no caso em questão os investigados submetiam essa terra a um novo processo de mineração com uso de cianeto.

Os investigados responderão pelos crimes de usurpação de bens da União, poluição, mineração ilegal, porte ilegal de arma de fogo, integrar organização criminosa, cujas penas máximas somadas ultrapassam mais de 20 anos.

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