Monitoramento

Nuvem de gafanhotos passa pela Argentina e se aproxima do Brasil

Projeções feitas pela Argentina, indicam que os insetos podem chegar ao oeste do estado brasileiro do Rio Grande do Sul e, em menor escala de perigo, de Santa Catarina.
Imirante.com, com informações do G124/06/2020 às 13h00
Nuvem de gafanhotos passa pela Argentina e se aproxima do BrasilSegundo o governo argentino, a nuvem chegou ao país no fim da semana passada. (Foto: divulgação / Governo da Província de Córdoba)

BRASIL - A entrada de uma nuvem de gafanhotos na Argentina está sendo monitorada por produtores rurais e funcionários do governo do país. Sendo o monitoramento, os insetos vieram do Paraguai e, por lá, destruíram lavouras de milho. Agora, a praga avança na parte do território argentino que faz fronteira com o Brasil e com o Uruguai.

Projeções feitas pela Argentina, indicam que os insetos podem chegar ao oeste do estado brasileiro do Rio Grande do Sul e, em menor escala de perigo, de Santa Catarina, entretanto, oferecendo riscos às lavouras desses estados.

O engenheiro agrônomo da Emater de Uruguaiana (RS), Daniel da Costa Soares, disse à reportagem do G1 que a situação é nova tanto para produtores quanto para profissionais da área. "Ainda não temos muita certeza do que vai acontecer, se eles vão entrar aqui ou não, mas já estamos conversando com produtores sobre o assunto", diz.

A orientação da Emater é que os produtores façam o monitoramento constante das lavouras.

Segundo o governo argentino, a nuvem chegou ao país no fim da semana passada. As principais regiões atingidas na Argentina são as províncias de Santa Fé, Formosa e Chaco, onde existe produção de cana-de-açúcar e mandioca e a condição climática é favorável.

De acordo com o engenheiro agrônomo argentino Héctor Medina à agência Reuters, em aproximadamente um quilômetro quadrado podem ter até 40 milhões de insetos, que consomem em um dia pastagens equivalentes ao que 2 mil vacas ou 350 mil pessoas comem.

O governo argentino afirma que os insetos podem passar por vilas e cidades, mas não causam danos diretos aos seres humanos, apenas causam riscos a plantações e pastagens.

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