Prejuízo com tornado em Indaiatuba passa de R$ 90 milhões

EPTV 26/05/2005 às 00h30

SÃO PAULO - Empresários de Indaiatuba, no interior paulista, calculam em mais de R$ 90 milhões os prejuízos provocados pelo tornado que passou principalmente pelo distrito industrial da cidade durante temporal que atingiu vários municípios da região de Campinas nesta terça-feira. O primeiro balanço, cuja cifra pode aumentar, foi divulgado nesta quarta, dia em que moradores e funcionários das empresas e da Prefeitura fizeram o rescaldo dos estragos. O governador Geraldo Alckmin visitou a região, não liberou verbas, mas afirmou que vai estudar benefícios para as cidades atingidas, como isenções de impostos.

O tornado, com ventos de 120 quilômetros por hora, provocou estragos em 30 empresas, derrubando dois prédios e destelhando outros. Entre as preocupações dos empresários está a de evitar furtos e roubos de equipamentos.

O fornecimento de energia elétrica foi restabelecido em 95% da cidade, segundo a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). Já o abastecimento de água, de acordo com a Prefeitura, deve ser normalizado ainda na madrugada desta quinta-feira - a falta de energia elétrica e a enxurrada comprometeram o tratamento e distribuição, que estão suspensos.

A cidade conta 108 desabrigados, que foram alojados em escolas e igrejas. Até o final da tarde, os hospitais continuavam atendendo apenas as urgências. A Defesa Civil Regional providenciou cestas básicas, colchões e cobertores. Apesar da chuva ter dado trégua, a Prefeitura mantém o estado de emergência; as aulas também estão suspensas.

O tornado se formou na região do distrito industrial e, segundo o Centro de Estudos e Pesquisas em Agricultura (Cepagri), da Unicamp, atingiu 500 metros de largura com ventos de 120 quilômetros por hora. O vento forte derrubou postes, destelhou casas e arrancou árvores.

Além de Indaiatuba, Capivari foi uma das cidades que mais sofreu com o temporal. A prefeitura decretou estado de emergência. Parentes e amigos acompanharam o enterro de Eneida Uemura, de 48 anos, que morreu após ser atingida por uma viga de madeira que voou de uma placa de propaganda.

Cem famílias estão desabrigadas devido ao destelhamento e alagamento das casas. A falta de água ainda atinge o bairro Rossi e falta de energia elétrica em outros sete pontos da cidade.

O pronto-socorro do bairro Castelani permanece interditado e a previsão da Prefeitura é que o conserto do telhado, arrancado pelo vento, seja concluído na segunda-feira. Uma escola no mesmo bairro também está interditada e as aulas devem ser retomadas também na segunda.

Uma creche, onde cem crianças estavam no momento do temporal e pouco antes do teto desabar, também está interditada e as atividades devem voltar ao normal a partir de quarta-feira, segundo a Prefeitura. Enquanto isso, os alunos estão sendo atendidos na creche do bairro Balan.

Na vizinha Rafard, seis famílias deixaram suas casas e foram alojadas no ginásio de esporte. Em Sumaré, 300 famílias estão desabrigadas e a Prefeitura decretou estado de emergência. O temporal provocou estragos em dez bairros na cidade, sendo que o mais atingido foi o São Domingos, onde a água da enxurrada chegou a 1 metro de altura.

Em Campinas, a Rua Barão de Jaguara, no centro, está interditada devido a uma cratera que abriu durante a forte chuva na noite desta terça-feira. O vento forte fez dois ônibus com estudantes de Campinas tombarem. Os veículos trafegavam perto de Itapira quando foram surpreendidos pelo temporal. Os estudantes tiveram ferimentos leves e todos passam bem.

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