Bolsonaro ironiza fim do nepotismo: 'e as amantes?'

O Globo 13/04/2005 às 21h00

BRASÍLIA - O debate na Câmara sobre a proposta de emenda constitucional (PEC) que proíbe o nepotismo na administração pública foi acalorado nesta quarta-feira. O deputado Jair Bolsonaro (PFL-RJ), contrário à proposta, aproveitou a reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), para atacar o PT, afirmando que o partido teria lhe oferecido a administração do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em troca de seu voto em matérias de interesse do governo. Segundo ele, se tivesse aceitado a oferta, poderia empregar seus parentes no aeroporto, o que mostra a hipocrisia do PT ao defender a proibição do emprego de parentes.

- Eu poderia ter botado a minha mãe administrando a cantina do aeroporto e tirar R$ 200 mil por mês - provocou o pefelista.

Ainda segundo ele, se é para proibir a contratação de parentes, tem que ser vetada também a indicação das amantes dos políticos.

- Se é para moralizar, não pode empregar em lugar nenhum. Mas como se vai provar que dona Maria é minha amante? É foto em motel, é beijo na boca? - indagou.

Ainda segundo Bolsonaro, o senador Antonio Carlos Magalhães e o deputado ACM Neto, ambos pefelistas, são contra a contratação de parentes porque possuem várias empreiteiras na Bahia, onde podem empregar muitas pessoas e não precisam das vagas em serviço público.

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