Incêndio

Casa do prefeito de Apicum-Açu é invadida e incendiada

O caso teria ligação com um homicídio que tem como principal suspeito o sobrinho do prefeito.
Imirante.com18/11/2013 às 10h54

APICUM-AÇU – Na tarde do último domingo (17), a casa do prefeito do município de Apicum-Açu (MA), Cláudio Cunha (PV), foi invadida e incendiada por um grupo de, aproximadamente, sete pessoas. A denúncia foi feita pelo próprio prefeito da cidade, que, em entrevista ao programa “Ponto Final”, da Rádio Mirante AM, atribuiu a motivação do crime ao fato de seu sobrinho ter assassinado um mototaxista no último sábado (16). O prefeito contou que não estava em casa no momento do ataque.

“Não tenho culpa se um parente meu cometeu um crime”, comentou Cláudio Cunha, que disse já ter tomado providências no Sistema de Segurança Pública do Estado para que a captura dos envolvidos no incêndio seja agilizada. O prefeito de Apicum-Açu acusou o grupo responsável pelo ataque de tentar prejudicá-lo politicamente ao associar sua imagem ao homicídio cometido pelo sobrinho. “São vândalos usando o sofrimento de uma família que perdeu um ente querido”, comentou. Segundo o prefeito, vários objetos em sua residência foram danificados e populares ajudaram a conter as chamas, carregando baldes de água até sua casa.

Gilvandro Fonseca Monteiro, o mototaxista vítima do homicídio do último sábado (16), era uma pessoa conhecida na cidadecidade. Por isso, o crime causou revolta na população. Antes do incêndio criminoso, o delegado de Cururupu (MA) Márcio Leite, que também responde pela delegacia de Apicum-Açu, havia relatado que uma manifestação pacífica pelas ruas da cidade tinha sido realizada horas após o assassinato de Gilvandro, mas negou supostas ameaças de depredação à sede da prefeitura.

O sobrinho de Cláudio Cunha, José Claudionor, foi encontrado pela polícia na tarde de ontem (17) e já se encontra preso no município de Pinheiro (MA). Ele estava escondido próximo ao povoado de Cabeceira. O prefeito de Apicum-Açu negou que teria dado fuga ao suspeito. “Não houve qualquer favorecimento ao assassino por ser meu sobrinho. É de meu interesse que a justiça seja feita e ele sseja, exemplarmente, punido”, declarou Cláudio Cunha em sua conta no Facebook.

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