SÃO LUÍS
Em entrevista

Rodoviários: "greve começa caso não haja acordos"

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O presidente do Sindicato afirmou que greve poderá ser iniciada na segunda-feira (23).

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O estado de greve foi iniciado após reuniões dos rodoviários.
O estado de greve foi iniciado após reuniões dos rodoviários. - Foto: Flora Dolores/ O Estado

SÃO LUÍS - Os empresários responsáveis pelo transporte público em São Luís têm até a sexta-feira (20) para considerar as reivindicações dos rodoviários. Depois disso, segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, Isaías Castelo Branco, os rodoviários devem recolher os ônibus a partir da meia-noite do domingo (22).

Estado de greve

Desde o último dia 12 deste mês o Sindicato dos Rodoviários declarou estado de greve em São Luís, ou seja, os responsáveis pelo transporte público estão de sobreaviso de uma possível paralisação, caso não seja estabelecido um diálogo com os trabalhadores.

Em duas reuniões dos rodoviários, entre eles, motoristas, cobradores e fiscais, foi demonstrada indignação, diante dos vários direitos, até hoje desrespeitados pelos empresários. Segundo o próprio sindicato, quanto às questões salariais, existem empresas ou consórcios, que atuam no transporte público de São Luís, que até não efetuou o pagamento do 13º salário dos funcionários. Em relação às condições de trabalho, os pontos finais também entraram nas discussões. Quase todos na capital, estão em situação precária, sem o mínimo de infraestrutura, como por exemplo, a ausência de banheiros para atender as necessidades de trabalhadores e usuários do sistema.

Outros pontos, também foram incluídos na pauta: com a licitação, muitas empresas, que antes prestavam serviço, deixaram de atuar no transporte público, com isso, muitos trabalhadores foram dispensados, mas alguns empresários não cumpriram com a obrigação de pagar as verbas rescisórias. A demissão dos Rodoviários foi outra questão discutida. Pelo acordo feito entre Ministério Público, Prefeitura de São Luís, Sindicato dos Rodoviários e Sindicato Patronal (SET), os funcionários deveriam ser remanejados para outras empresas ou consórcios, medida que não está sendo tomada pelos empresários.

Itens que integram a Convenção Coletiva de Trabalho e que ainda não foram implementados, foram questionados nos encontros, como atraso de salário e o não repasse do tíquete-alimentação, pagamento dos trabalhadores por meio de contas em bancos, além do descanso estabelecido nesta Convenção, que o Rodoviário tem direito entre uma viagem e outra.

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