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O que é ciberbullying e como evitá-lo

Digipais, iniciativa promovida pela ESET, explica como identificar o ciberassédio e dá dicas para ajudar as crianças a se protegerem dessa ameaça
29/04/2021 às 16h30
O que é ciberbullying e como evitá-lo. (Divulgação)

São Paulo - Com o tempo, o bullying evoluiu adaptando-se às mudanças no mundo e, infelizmente, a tecnologia agora desempenha um papel importante em várias formas de bullying entre os jovens. Por isso, a ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, por meio de sua iniciativa Digipais, explica os conceitos mais importantes do ciberbullying: o que é, como se manifesta, por que é importante saber e, principalmente, como parar com isso.

Ao contrário do bullying no mundo real, o ciberbullying pode acontecer em qualquer lugar e a qualquer hora, por meio de telefones, computadores e jogos. O anonimato, a facilidade de acesso e a abundância de interações online podem fazer com que as pessoas que intimidam e ferem outras se sintam encorajadas a fazer isso.

“Agora que a virtualidade é uma parte crucial de nossas vidas, é de extrema importância entender quais são as formas mais comuns de ciberbullying para combatê-las e, todos juntos, ajudar a manter os jovens seguros na Internet”, comentou Camilo Gutierrez, chefe do Laboratório de Pesquisa da ESET América Latina.

As formas mais comuns de assédio na Internet são:

Ciberbullying: é definido pela ONU como “assédio ou intimidação por meio de tecnologias digitais que visam assustar, irritar ou humilhar outras pessoas”. Este comportamento está presente em todas as redes sociais (incluindo Facebook, Twitter, Reddit e Instagram), em plataformas de mensagens como WhatsApp, plataformas de jogos e em vários sites da Internet. Alguns exemplos para entender esse tipo de assédio podem ser:

  • Divulgação de fotografias sem o consentimento do protagonista.
  • Mensagens prejudiciais ou ameaças por meio de plataformas de mensagens.
  • Fazer-se passar por outra pessoa e enviar mensagens agressivas dessa conta falsa.
Com todas essas ferramentas disponíveis, o ciberbullying pode se espalhar rapidamente, com os agressores assediando suas vítimas em várias plataformas, deixando-os com a sensação de que não há saída. Mas esse não é o caso da maioria das redes sociais. Ao contrário do que parece, você pode denunciar qualquer coisa que possa causar desconforto, sejam fotos compartilhadas, rumores maliciosos ou comentários agressivos. Em muitos países, o assédio, inclusive na Internet, é crime e é levado a sério pela lei. Além disso, existem inúmeras linhas de apoio dedicadas a ajudar as pessoas que sofrem intimidação, e você pode até chamar a polícia. Para saber mais sobre o ciberbullying, clique aqui.

Trolling: os trolls da Internet são pessoas que postam intencionalmente mensagens provocativas e ofensivas no conteúdo de outras pessoas para irritá-las. Esses comentários geralmente se concentram nas questões físicas ou pessoais da vítima com base em questões racistas, misóginas, homofóbicas, entre outras.

Os trolls geralmente se sentem mais confortáveis ​​porque podem fazer isso no anonimato da Internet e comentam coisas que não diriam no mundo real. Uma das dicas mais importantes para quem está recebendo essas mensagens é não responder a esses comentários. Defender-se ou discutir com trolls pode ser tentador, mas é importante saber que eles estão apenas procurando atenção, e negar a eles a resposta pode ser uma ferramenta poderosa contra seus comentários. Além disso, as vítimas de trollagem podem bloquear contas que estão deixando comentários agressivos, o que significa que essas pessoas não poderão mais comentar sobre a sua conta.

Pode ser difícil distinguir adolescentes problemáticos de sintomas de ciberbullying, portanto, preste atenção a quaisquer suspeitas para detectar e interromper o ciberbullying. Esses sinais podem ser indicadores claros de bullying:

  • Mudanças físicas visíveis.
  • Mudanças repentinas de humor ou perda de interesse nas atividades habituais.
  • Fingir doença para evitar ir à escola.
  • Exclusão de suas contas de mídia social.
  • Isolamento social anormal.
  • Perda ou extravio de objetos em situações estranhas.
Se uma criança apresentar esses sintomas, vale a pena sentar e perguntar se ela sente que está sofrendo bullying, seja online ou na vida real. É importante assegurar aos pequenos que eles podem confiar sem se sentirem ameaçados ou julgados e que você estará lá para ajudá-los a resolver quaisquer problemas que estejam enfrentando.

Assim que o problema for identificado, conselhos claros sobre como corrigi-lo podem ser apresentados. No caso de um agressor virtual, por exemplo, pode-se bloquear e denunciar o conteúdo. Em segundo lugar, é importante aumentar a consciência sobre a importância da privacidade, explicar por que crianças não devem falar com usuários que não conhecem na vida real e como o perfil deve ser visível apenas para os amigos.

“Embora exista o ciberbullying, isso não significa que nada possa ser feito a respeito. Estar atento aos sinais e comportamentos das crianças na utilização da Internet, dialogar permanentemente sobre as ameaças da web e utilizar as ferramentas digitais necessárias para garantir a segurança das crianças são as chaves para evitar que o bullying continue a crescer, permitindo que crianças e adolescentes aproveitem o bem da Internet sem preocupações”, finalizou Gutierrez.

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