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Pandemia provoca ano diferente nas vendas de Natal em São Luís

Em meio a máscaras e álcool em gel, enquanto alguns empresários afirmam ter garantido algum lucro nas vendas, outros sofrem com a falta de clientes; O Estado conversou com lojistas para tentar entender a situação
Kethlen Mata/ O Estado 25/12/2020
Pandemia provoca ano diferente nas vendas de Natal em São LuísProtocolos são realizados para evitar contaminação; movimentação varia em lojas (De Jesus / O ESTADO)

São Luís – Já era esperado que os lojistas tivessem um ano adverso, por causa da pandemia do novo coronavírus. No entanto, ele foi diferente para o lado positivo e negativo. O Estado percorreu o maior centro comercial de São Luís – a Rua Grande – e conversou com lojistas, para saber o resultado das vendas de Natal.

A caminhada começou em uma loja de roupas, de início, já foi notado que a movimentação de consumidores era muito pequena, levando em consideração a época do ano. A gerente do estabelecimento, mesmo tímida, conversou sobre o ano diferente nos negócios.

Helena Mafra, que trabalha há muitos anos na região, disse que 2020 foi difícil. Segundo ela, já era esperado um movimento reduzido, mas não tanto. “Muito fraco. Não foi aquilo que a gente esperava, porque passamos o ano quase todo sem vendas, então, pensava que neste mês seria melhor”, apontou a lojista.

Os vendedores ambulantes também sentiram a queda nas vendas de fim de ano. Jailson Fontes, que já atua na área há 9 anos, afirmou que 2020 foi o pior ano para o seu negócio. “Se fosse em outro ano eu nem estaria aqui falando com vocês, de tantas vendas”, ressaltou.

A maioria das lojas da Rua Grande ficou aberta até as 12h na véspera de Natal, mas algumas decidiram funcionar até o período noturno, para compensar os dias de vendas fracas.

Tendência Contrária
Alguns lojistas observaram uma tendência de melhoria nas vendas. Um exemplo, é uma loja de tecidos, cujo gerente, Josué Silva, explicou que por comercializarem tecidos, as vendas aumentaram em 2020, inclusive em relação a anos anteriores.

“É o tecido para a máscara, e o público aumentou, por causa da necessidade da situação. É um período de escassez, mas para supri-la, foi necessária uma matéria-prima, o tecido. Também tivemos uma ajuda financeira do governo, esse grande fluxo de dinheiro [do auxílio emergencial] está retornando”, destacou.

Na Rua Grande, uma loja de sapatos estava lotada de consumidores, e vendedores corriam de um lado para o outro, para atender a demanda. Rafaela Azevedo, gerente de loja, mostrou-se até surpreendida com a movimentação. “Para o que a gente esperava, a gente até se surpreendeu, porque, como estamos em uma pandemia, pensamos que o fluxo de pessoas seria menor, mas está praticamente igual ao ano passado”, comentou.

Outros estabelecimentos também confirmaram certa estabilidade nas vendas e um bom retorno, mesmo com a pandemia. No entanto, todas as lojas que apontaram o aumento, fazem parte de grandes franquias, e os lojistas que apresentaram queda nas vendas, na sua maioria, são ambulantes ou donos de lojas menores.

Desrespeito às normas sanitárias
Na Rua Grande, a maioria dos consumidores estava fazendo o uso das máscaras e todas as lojas visitadas dispunham de álcool em gel para os clientes, porém, algumas pessoas foram vistas usando o acessório de maneira inadequada, ou nem mesmo utilizando, inclusive dentro de lojas.

A Câmara de Dirigentes Lojistas de São Luís (CDL-SL), reforçou com os seus associados a necessidade do cumprimento dos protocolos sanitários. Uma mensagem foi enviada aos associados, para garantir o cumprimento das normas.

Na mensagem distribuída, a CDL ressaltou que as condutas tradicionais do período natalino devem ser reconfiguradas, adotando, por exemplo, decoração contemplativa sem personagens para não gerar proximidade com o público, além de seguir o protocolo sanitário definido pelas autoridades de saúde, controlando os acessos, de acordo com a capacidade do estabelecimento, disponibilizando álcool gel, exigindo o uso de máscaras por todos e reforçando o treinamento com as equipes de atendimento para controle de situações de aglomeração.

Josué Silva, da loja de tecidos, comentou que é difícil controlar alguns clientes – que ainda desrespeitam às regras sanitárias –, mas que no geral, cumprem os protocolos. Na loja de calçados visitada, crianças e idosos, foram vistos sem máscara.

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